Inconformado, Bolsonaro ameaça novamente votação democrática do País

Bolsonaro ataca Barroso e ameaça novamente votação democrática do País [vídeo]

Em menos de 24 horas após o TSE abrir inquérito para investigá-lo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) perguntou à sua claque, em frente ao Palácio da Alvorado, qual relatório é mais confiável –se o do Tribunal Superior Eleitoral ou da Polícia Federal.

“Polícia Federal”, disse, sobre a possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas.

Bolsonaro voltou abrir fogo contra o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, que, segundo o mandatário, não suporta críticas. “Ele [Barroso] presta um desserviço contra o Brasil”, disse.

“Não é o caso de mostrar aqui quem é mais macho, mas sim de quem mais respeita a Constituição Federal”. Segundo Bolsonaro, a contagem pública seria a forma de garantir que a vontade do voto foi respeitado.

“Nós sabemos quanto Barroso deve ao senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT)”, disse Bolsonaro, com o claro objetivo de torná-lo “suspeito” na discussão do voto impresso –contra o atual sistema de votação brasileiro.

“Direitos das amantes, aborto, liberdade do italiano Cesare Basttisti”, discurso aos seus apoiadores.

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Entre ataques a Lula e Barroso, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que irá participar do próximo ato na Avenida Paulista, em São Paulo, para dar último recado sobre voto impresso.

“Se o ministro Barroso continuar sendo insensível – como parece que está sendo insensível –, se o povo assim desejar – porque eu devo lealdade ao povo brasileiro – uma concentração na Paulista para darmos o último recado para aqueles que ousam açoitar a democracia. Repito: o último recado, para que eles entendam o que está acontecendo e passem a ouvir o povo, e passem a entender que o Brasil tem 8,5 milhões de quilômetros quadrados, e não um pedacinho dentro do DF, eu estarei lá”, ameaçou o mandatário.

O presidente Jair Bolsonaro ainda esticou a corda dizendo: “Se o povo estiver comigo, nós vamos fazer que a vontade popular seja cumprida”.

“Até porque, senhor ministro Barroso, a própria Constituição diz que todo poder emana do povo. Eu li a Constituição, interpretei e respeito. Eu jogo dentro das quatro linhas da Constituição, e o Barroso, tenho certeza, joga fora. Eu não vou deixar de cumprir o meu dever de presidente da República”, disparou Bolsonaro.