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Protestos contra o governo Bolsonaro sacodem o País neste sábado

O presidente Jair Bolsonaro foi alvo da primeira grande manifestação desde o início da pandemia, em março do ano passado. Milhares de brasileiros afastaram a recomendação de “ficar em casa” para exigir nas ruas o impeachment do mandatário.

A frente de pelo Fora Bolsonaro reúne movimentos sociais e e partidos de esquerda, bem como setores arrependidos por terem votado no presidente em 2018.

Os protestos deste sábado (29/5) tiveram o objetivo de denunciar o genocídio em curso no País, com quase 500 mil mortes por covid-19, e exigir medidas concretas de proteção à sociedade com vacinação em massa, auxílio emergencial e distanciamento social.

De acordo com organizadores do movimento de hoje, os protestos ocorrem em ao menos 90 cidades brasileiras e em vários pontos no exterior — a exemplo de Portugal, Inglaterra, EUA, Alemanha, França, Espanha, Bélgica, dentre outros.

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Embora as manifestações tenham sido pacíficas, a Polícia Militar usou gás de lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar o ato em Recife (PE). Uma vereadora do PT, Liana Cirne, foi agredida com spray de pimenta quando tentava negociar com PMs o trajeto da passeata.

Em meio à pandemia, os manifestantes que pedem nas ruas o impeachment de Jair Bolsonaro usam máscara e álcool em gel nas mãos –diferentes das aglomerações bolsonaristas.

Por mais que Bolsonaro e seus séquitos façam a disputa ideológica, dizendo que as manifestações não foram tudo isso e aquilo, o dia de hoje marcou a volta dos protestos contra o governo. Eles sacudiram o País e tiraram o presidente da linha de conforto permitido pelo mantra “fique em casa” amplamente adotado pela esquerda.

Sim, é preciso ficar em casa. Mas são fundamentais o auxílio emergencial de R$ 600, a vacinação e a comida no prato. Porém, essas reivindicações só se conquistam na ruas.