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Ciro Gomes pede “fique em casa” enquanto PT e movimentos saem às ruas neste sábado

  • Ciro, Gleisi e Requião opinam sobre protestos deste sábado pelo Fora Bolsonaro; confira

Depois de titubear por causa do recrudescimento da pandemia, movimentos sociais e partidos de oposição bateram o martelo: saíram às ruas neste sábado (29/5) no Brasil e no mundo.

“Estar nas ruas para lutar é um ato extremo para dizer basta, estamos todos cansados exauridos desse sofrimento imposto ao país”, justificou a deputada Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do PT.

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) publicou um vídeo nas redes sociais dizendo que todos os brasileiros que decidirem ir às ruas protestar têm o respeito dele, no entanto, ponderou que os números de vítimas da Covid são alarmantes. “Cuidem-se. Nós somos a turma da vida, que respeita a ciência e que temos compromisso com o futuro do Brasil!”, recomendou.

A Frente Fora Bolsonaro chamou atos de rua em todo país para protestar hoje contra o governo da morte e da fome e pedir o impeachment de Bolsonaro.

“Sabemos do momento crítico da pandemia, mas também vemos as condições críticas do povo, que sem renda, sem emprego, está todos os dias nas ruas lutando para sobreviver, se expondo ao vírus, sem apoio ou cuidado do governo”, disse Gleisi em nota.

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Gleisi, assim como Ciro, reconhece os riscos dessa manifestação e ela pediu e orientou a militância para que tome todos os cuidado. “Use máscara, leve álcool em gel, mantenha distância”, recomendou.

Roberto Requião (MDB), pré-candidato ao governo do Paraná, criticou o protesto deste sábado porque haverá aglomeração. Ele disse ao Blog do Esmael que é incoerente ser contrário aos cultos do pastor Silas Malafaia, dos passeios de moto do presidente Jair Bolsonaro, e favorável às manifestações de rua pelo impeachment promovidas pela esquerda.

“Você sabe que eu tenho horror ao Bolsonaro e o conselheiro do presidente, o Malafaia, mas convocar uma manifestação nesse momento é um desinteresse pela vida da população”, disse. “Não recomendarei a ninguém participar do protesto. Não podemos ser iguais ao Bolsonaro e ao Malafaia”, declarou o emedebista.

“Vai a passeata? Vacina, mascara, isolamento e álcool gel!”, finalizou Requião.

As manifestações deste sábado, no Brasil e no mundo, serão pelo impeachment de Bolsonaro, em defesa do auxílio emergencial de R$ 600, vacina para todos já, contra a carestia e a fome.