Venezuela recebe de Moscou o primeiro lote da vacina Sputnik V

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A Venezuela recebeu neste sábado (13) o primeiro lote de 100 mil vacinas Sputnik V contra o coronavírus, após a chegada de um avião da Conviasa ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetia com carga da Rússia.

“É, sem dúvida, uma notícia histórica e marcante que enche de imensa alegria e esperança a todos os venezuelanos, que vivem uma intensa batalha contra a Pandemia do Coronavírus. Venezuela! Temos a vacina, mas vamos continuar nos cuidando”, disse o presidente Nicolás Maduro.

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, participou da cerimônia, que também contou com a presença do embaixador da Rússia no país sul-americano, Sergey Melik-Bagdasarov, em cumprimento ao acordo firmado entre as duas nações.

“Estamos orgulhosos da cooperação Rússia-Venezuela” em meio às sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos para tentar tirar Maduro do poder, disse a vice-presidente à imprensa.

“É o resultado de um trabalho frutífero” de ambos os países, disse o embaixador russo em Caracas, Sergey Melik-Bagdasarov.

A Venezuela participou dos ensaios clínicos do Sputnik V.

O lote representa 1% do total acertado em novembro com a Rússia por uma delegação do governo do país caribenho em visita a Moscou.

Maduro disse que os funcionários da saúde serão vacinados prioritariamente, mas também os ativistas de seu partido político Somos Venezuela.

O presidente socialista projetou que o processo de vacinação em massa começaria em abril. Nem Caracas nem Moscou especificaram quando o próximo lote chegará.

Além dos 10 milhões de doses acertados com a Rússia, a Venezuela reservou entre 1,4 e 2,4 milhões de vacinas AstraZeneca por meio do sistema Covax da Organização Mundial de Saúde (OMS).

No entanto, essas doses não conseguiram chegar à Venezuela, pois o país não pagou sua dívida com a OMS, disse Alena Douhan, relatora especial da ONU para avaliar o impacto das sanções sobre os direitos humanos. O primeiro prazo de pagamento expirou na terça-feira.

O governo de Maduro viu seu acesso às contas de estados estrangeiros limitado, com fundos bloqueados cujo controle está nas mãos do líder da oposição Juan Guaidó, reconhecido como presidente da Venezuela pelos Estados Unidos e cinquenta outros países.

Com 30 milhões de habitantes, a Venezuela tem 132.259 casos confirmados e 1.267 mortes pela Covid-19.