Mídia internacional mostra implosão da economia no Brasil enquanto a local blinda Bolsonaro

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Se o brasileiro quer saber sobre a verdadeira situação econômica do Brasil ou ele busca a mídia independente ou ele recorre à imprensa internacional, pois a velha mídia corporativa brasileira blinda as patifarias de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes –o ministro dos bancos privados.

A agência alemã “Deutsche Welle” afirma que a saída de montadoras do Brasil alerta para implosão do mercado interno e desindustrialização do País. Bingo! Não se lê algo parecido no Globo, Estadão, Folha, Veja, et caterva, porque esses veículos de comunicação brasileiros são cúmplices do genocídio de Bolsonaro na economia. A mídia nacional atua pro-mercado e os donos dos jornalões também operaram na especulação do mercado financeiro.

A saída da Ford e da Mercedes Benz, por exemplo, vai além da equivocada política de subsídios. Tem mais a ver com o desemprego nos céus e falta de massa salarial. Não tem quem compre os veículos produzidos no País. O quadro é de depressão econômica, sem chance de recuperação nos marcos do bolsonarismo.

A alemã Mercedes fechou sua fábrica em dezembro de 2020 enquanto a americana Ford anunciou o encerramento das atividades no último dia 11 de janeiro. As montadoras levam em conta mercado consumidor interno, logística (escoamento do produto fácil e barato) e mão-de-obra boa e quase semiescrava (baixa remuneração) em comparação a matriz.

O diretor-geral da Fator Administração de Recursos, o economista Paulo Gala, disse a Deutsche Welle que o boom do consumo de veículos ocorreu entre 2003 e 2014, durante os governos do PT, e, reconhece, degringolou a partir do golpe de Estado em 2016 –quando a recessão ganhou impulso.

O serviço de notícia alemão afirma que já são seis anos de adversidade econômica, e o setor automobilístico é um dos que mais sofreram no Brasil. O nível de produção do segmento em novembro de 2020 era 34% inferior a dezembro de 2011, quando ocorreu o último pico, de acordo com dados do IBGE.

Desindustrialização

Alguns economistas apontam também para o movimento dessas empresas como um sinal da desindustrialização do Brasil. A participação do setor industrial no PIB brasileiro vem caindo ano a ano.

A industrialização representa hoje apenas 12% — ainda em viés de queda — da produção nacional do Brasil. Nos anos 80 e 90, no ápice da industrialização, exemplifica, o setor representou 35% da produção nacional.

O Brasil está experimentando uma das maiores desindustrializações da história, em um período muito curto, sem que o governo Jair Bolsonaro esboce uma reação.