É preciso bloquear a farra dos bancos com verbas públicas para pagar o novo auxílio emergencial

O ministro da Economia, Paulo Guedes, o “Rolando Lero”, disse nesta terça-feira (26) que é necessário bloquear gastos com Saúde, Educação e Segurança Pública, por exemplo, para voltar a oferecer o auxílio emergencial, benefício pago após o estopim da crise da pandemia. Mas não é verdade. É mentira do ministro.

Para pagar a ajuda emergencial é preciso, sim, bloquear a criminosa farra dos bancos com as verbas públicas.

Desde o início da pandemia, o governo federal aliviou a tributação sobre lucros de bancos reduzindo de 20% para 15% da alíquota de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); comprou títulos podres de instituições financeiras pelo valor de face, repassando o prejuízo para o erário; pagou religiosamente juros e amortizações da dívida interna; enfim, uma mamata adocicada com leite condensado.

Malandro e representante dos bancos no governo, Guedes comparou a atual situação do país a uma guerra, em que não se pode ter aumento de salários nem entregar medalhas antes do fim da batalha.

“Quer criar o auxílio emergencial de novo? Tem que ter muito cuidado. Pensa bastante. Porque, se fizer isso, não se pode ter aumento automático de verbas para educação, para segurança pública”, disse, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, durante videoconferência realizada pela Credit Suísse.

“Durante a guerra, é fazer armamento. Pega os episódios de guerra aí e vê se teve aumento de salário durante a guerra, se teve dinheiro para saúde, educação… não teve, é dinheiro para guerra”, complementou o ministro da Economia.

O que o ministro Paulo Guedes afirmou na reunião com os banqueiros do credit Suísse é que os bancos, mídia e especuladores ainda terão privilégios e receberão “munição” do governo. Se houver cortes, isso se dará pelo lado do povo (Saúde, Educação e Segurança Pública, por exemplo).

É preciso bloquear a farra dos bancos com as verbas públicas para pagar o novo auxílio emergencial, portanto.