Maia arrega para Bolsonaro e desiste de votar o auxílio emergencial

O presidente Jair Bolsonaro enquadrou nesta sexta-feira (18) o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, que arregou e desistiu de examinar no plenário a medida provisória sobre auxílio emergencial. A promessa era de que o parlamento votaria hoje a prorrogação e a ampliação do benefício, que termina no dia 29 de dezembro próximo.

Maia repetiu os mesmos argumentos de Bolsonaro para sonegar a ajuda de R$ 300 para os mais vulneráveis durante a pandemia de covid-19.

Segundo Maia, a MP já produziu os seus efeitos, e eventuais alterações no texto poderiam ter impactos negativos nas contas do governo.

O presidente da Câmara fez um pronunciamento em resposta a declarações do presidente Jair Bolsonaro, mas, em síntese, arregou para o inquilino do Palácio do Planalto.

Rodrigo Maia ressaltou o “papel da Câmara” na pandemia e cobrou respostas do governo para superação da crise sanitária e econômica, embora os presidentes da Casa e da República estejam presos ao mesmo sistema financeiro.

O auxílio emergencial destinado às pessoas em situação de vulnerabilidade segue como principal medida na pandemia. Somadas as duas fases, foram autorizados R$ 321,8 bilhões, dos quais R$ 293,3 bilhões (91,1%) já chegaram efetivamente aos beneficiários.

Ao arregar para Bolsonaro, o presidente da Câmara mostrou fraqueza e que possui um “limite” na oposição ao governo. Ou seja, Maia pode não ser confiável até 1º fevereiro de 2021. A oposição precisa redobrar a atenção, sob pena de ficar na chuva e sem um “Plano B”.

Maia e Bolsonaro servem ao mesmo Senhor: o sistema financeiro (bancos); são os banqueiros que mandam na alma dessa gente desalmada.

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