Flordelis é denunciada à Corregedoria da Câmara dos Deputados

O processo de cassação do mandato da deputada federal Flordelis (PSD–RJ) foi encaminhado à Corregedoria da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (1). A parlamentar é acusada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) de ser a mandante do assassinato no marido, o pastor Anderson do Carmo.

O pedido de representação contra Flordelis foi feito pelo deputado Léo Motta (PSL-MG). A decisão pelo encaminhamento foi tomada em reunião realizada pela Mesa Diretora. De acordo com a Agência Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ressaltou que o direito de defesa da pastora será respeitado, mas que a análise do caso será rápida.

O corregedor da Câmara, deputado Paulo Bengtson (PTB-PA), prometeu agilidade na análise do caso. “Nós vamos notificar a deputada. Depois de receber a notificação, ela terá cinco dias úteis para apresentar uma defesa por escrito. Ao recebermos essa defesa, aí sim, começará o processo de apuração de tudo aquilo que foi investigado. Nós teremos acesso aos autos do MP-RJ e um prazo de até 45 dias [para apresentar um parecer à Mesa Diretora]”, detalhou Bengtson em reportagem da Agência Câmara.

Segundo o regimento interno da Câmara, denúncia apresentada por um deputado contra outro é enviada à Corregedoria, por decisão da Mesa Diretora. É a Corregedoria que faz a análise prévia da acusação. Depois, o parecer é devolvido à Mesa Diretora. Em caso de decisão favorável à acusação, o caso segue para análise do Conselho de Ética.

O corregedor notificará a deputada para apresentar a defesa por escrito. Depois disso, ela terá cinco dias úteis para apresentar a defesa.

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Flordelis: ‘Não estou preparada para ser presa e não vou ser’

A deputada federal Flordelis deu sua primeira entrevista após ser denunciada como responsável por mandar matar seu marido, o pastor Anderson do Carmo. “Não estou preparada para ser presa e não vou ser. Sou inocente e tenho certeza que minha inocência será provada nos próximos dias”, disse para o jornalista Roberto Cabrini, do SBT.

Flordelis negou as suspeitas que mandou matar Anderson porque não podia se separar dele. “Isso não existe. Não existe ‘escandalizar o nome de Deus’. Se eu tivesse que me separar, eu me separaria”, afirmou.

A deputada negou que tenha escrito as mensagens encontradas em seu celular e “pediu que a Justiça descubra quem escreveu”. “Eu preciso saber quem matou meu marido. Eu não sei. Se eu soubesse, eu falaria aqui agora. Quem matou meu marido está desgraçando com minha vida. Eu não estou escondendo nada”, disse.

Flordelis disse que não se lembra do dia seguinte ao crime. “Me lembro de algumas coisas do dia do assassinato. Eu achava que teria sido roubo”, disse. A deputada ainda disse que estava no terceiro andar da casa quando ouviu tiros e uma gritaria e que quando chegou já estavam socorrendo o marido.

*Com informações do jornal Extra-Rio