URGENTE: SÉRGIO MORO LANÇA NOVO PARTIDO PARA DISPUTAR 2022

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro vai lançar seu próprio partido político para disputar as eleições presidenciais de 2022. A nova sigla vai se chamar CDD (Cidadão Democrático de Direito) cujo núcleo central fica em Curitiba.

Pelas redes sociais, correligionários de Moro “vazaram” o nome da nova agremiação e disseminam banners eletrônicos com a foto do ex-juiz da Lava Jato.

“Em 2022 nós iremos nos encontrar”, ameaçam as peças publicitárias extemporâneas.

No mês passado, articulistas políticos diziam que o projeto eleitoral de Moro para 2022 estava fadado ao fracasso porque o ex-juiz não tinha cargo, não tinha partido nem palanque.

Dentre os entusiasta do CDD está o empresário paranaense Fábio Aguayo, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrabar).

Por outro lado, a título de comparação, até agora o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não conseguiu fundar seu novo partido –o Aliança pelo Brasil.

LEIA TAMBÉM

Protesto contra Bolsonaro tem carreata em marcha à ré em São Paulo

Foi realizada nesta terça-feira (4), na cidade de São Paulo, um misto de manifestação com performance artística, em protesto contra o governo Bolsonaro.

Dezenas de carros fizeram um cortejo fúnebre em marchá à, em homenagem aos mortos pela Covid-19. Ao mesmo tempo, os carros tocavam o som de respiradores mecânicos e dos monitores cardíacos de UTI. A carreata percorreu o trecho entre o prédio da Fiesp, na avenida Paulista, e o cemitério da Consolação.

O ato foi uma iniciativa da Companhia de Teatro da Vertigem e de Nuno Ramos. Assista a alguns trechos a seguir:

A intervenção também teve uma execução do Hino Nacional ao contrário:

Nuno Ramos, que é um dos principais nomes das artes plásticas no país, e Antônio Araújo, um dos fundadores da companhia Teatro da Vertigem coordenaram o cortejo. Eles vestiam roupas brancas de laboratório, botas, máscaras e escudos faciais.

Segundo Ramos, a ideia era “usar a linguagem bolsonarista, mas às avessas”. Eles usaram elementos de apoiadores do presidente, como as carreatas contra o isolamento social durante a pandemia e o hino nacional, para criticar um país que vive “a nacionalidade do pesadelo, com tudo andando em marcha ré”; disse o artista.

Dois carros funerários lideravam o cortejo fúnebre chamado “Marcha a Ré”. O Ato vai virar um curta-metragem pelas lentes do cineasta Eryk Rocha a ser exibido na Bienal de Berlim deste ano.

Assista ao vídeo:

Com informações da Folha de São Paulo e dos Jornalistas Livres

Lava Jato tem interesses políticos e econômicos, diz Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente da República, disse ao Globo que membros da força-tarefa Lava Jato têm interesse político ou financeiro nas operações deflagradas contra alvos. A entrevista é considerada um passo importante para a reconciliação entre a emissora carioca e o Palácio do Planalto.

“[Augusto] Aras [procurador-geral da República] tem feito um trabalho de fazer com que a lei valha para todos. Embora não ache que a Lava-Jato seja esse corpo homogêneo, considero que pontualmente algumas pessoas ali têm interesse político ou financeiro. Se tivesse desmonte das investigações no Brasil, não íamos estar presenciando essa quantidade toda de operações”, afirmou Flávio Bolsonaro, ao defender a atuação do PGR, que investiga a atuação de procuradores da Lava Jato em São Paulo, Rio e Curitiba.

O filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), também chamado de “Zero Um” pelo pai, foi entrevistado pelo jornal O Globo, cuja matéria foi publicada nesta quarta-feira (5).

O senador Flávio Bolsonaro é alvo de investigação de esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no qual funcionários eram obrigados a devolver parte do salário ao gabinete do parlamentar no período em que ele foi deputado estadual.

“Zero Um” disse ao Globo que ‘pode ser que, porventura’ tenha mandado seu ex-assessor Fabrício Queiroz pagar sua conta pessoal, mas com dinheiro do próprio [de Flávio Bolsonaro].

Queiroz é acusado pelo Ministério Público do Rio de operar as rachadinhas na Alerj. O ex-assessor ficou preso por 22 dias, mas, desde 10 de julho, ele cumpre prisão domiciliar por determina do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

De acordo com o Ministério Público apontou que Queiroz pagou contas pessoais de Flávio, como mensalidade escolar das filhas e gastos com plano de saúde, com dinheiro vivo.

“Pode ser que, por ventura eu tenha mandado, sim, o Queiroz pagar uma conta minha. Eu pego dinheiro meu, dou para ele, ele vai ao banco e paga para mim. Querer vincular isso a alguma espécie de esquema que eu tenha com o Queiroz é como criminalizar qualquer secretário que vá pagar a conta de um patrão no banco. Não posso mandar ninguém pagar uma conta para mim no banco?”, escusou-se o filho do presidente da República.

A entrevista de Flávio Bolsonaro já pode ter sido um gesto do grupo Globo, que está se reaproximando politicamente da família Bolsonaro. O ministro das Comunicações, Fábio Faria, genro de Silvio Santos, é o principal operador do “cachimbo da paz” entre a emissora dos Marinho e o presidente Jair Bolsonaro.

Aos poucos, a Rede Globo vem “afrouxando a tanga” para os Bolsonaro após a ameaça de não renovação da concessão para a TV a partir de 2022.

Do ponto de vista da tragédia na economia, Globo e Bolsonaro continuam falando a mesma língua cujo dialeto também é bem compreendido pelos banqueiros e especuladores financeiros –que faturam alto com a pandemia do novo coronavírus.

Resumo da ópera: a Globo pode atirar o ex-ministro Sérgio Moro ao mar em nome da própria sobrevivência, isto é, da renovação da concessão para o funcionamento da TV.

Gleisi rebate Maia e defende impeachment de Bolsonaro

A presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), qualificou nesta terça-feira (4) o presidente Jair Bolsonaro de “criminoso” e defendeu seu impeachment em razão de vários crimes cometidos ao longo de um ano e oito meses de governo. A declaração da deputada, em tom duro, foi direcionada ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), por ter afirmado, no programa Roda Viva, da TV Cultura, que não haveria motivos para o impeachment do capitão-presidente como supostamente houve no caso da presidenta Dilma Rousseff.

“O que vai fazer esta Câmara diante de todos esses crimes praticados? Ficaremos olhando? Seremos tolerantes? Quantos mais crimes, presidente Rodrigo Maia, precisa cometer Jair Bolsonaro para que possa se abrir um dos mais de cinquenta processos de impeachment que dormitam nesta Casa?”, perguntou Gleisi. As cinco dezenas de processos demonstram, na opinião da deputada, que a sociedade quer a cassação do militar-presidente.

Presidente criminoso
Durante sessão da Câmara, presidida por Maia, Gleisi enumerou vários crimes de Bolsonaro. A começar pela responsabilidade na propagação da pandemia de Covid-19 no Brasil, a qual já matou, até agora, quase 100 mil brasileiros, “uma tragédia humana que poderia ser evitada.

Gleisi disse que viu a entrevista de Rodrigo Maia na qual disse que não se arrepende do impeachment da presidenta Dilma. “Aí eu pergunto: a Dilma cometeu crime? A pedalada fiscal é crime, um fato criado para justificar um impeachment sem crime, num golpe parlamentar que foi dado? E Bolsonaro não comete crime quando atenta contra a vida?”, questionou Gleisi Hoffmann.

Rede de criminosos
Ela assinalou que Bolsonaro comete crimes ao fazer propaganda da cloroquina, que não tem prescrição científica, usa assessores pagos com dinheiro público para disseminar fake news, através do gabinete do ódio, e também ao perseguir adversários e quando participou de atos em defesa do fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.

“Não cometeu crime quando foi àquelas manifestações e incentivou, sim, aqueles que queriam uma ditadura militar? Comete crime, sim. Eu sei que estamos numa pandemia, mas não é justificativa para nós não discutirmos o impeachment. Há muitas coisas acontecendo neste País, inclusive as festas de Jair Bolsonaro nas inaugurações das obras dos outros, porque ele está fazendo isso, e continua aí estimulando que o vírus se espalhe. Nós devemos chegar a 200 mil mortos no País”, disse Gleisi.

Segundo ela, a conivência do Congresso Nacional, “se não tomar uma medida política dura em relação a Jair Bolsonaro, irá fazê-lo corresponsável pelo desastre que esse governo é e pelos crimes que já cometeu e continua cometendo”.

“Nós temos que cumprir o papel que a Constituição nos dá, o designo que ela nos dá, e não esperar ter as condições necessárias para agir com um presidente criminoso. É agir na adversidade para criá-las, cumprir o nosso papel. Delegar ao povo, ao voto popular, a decisão sobre o seu destino. E não entrar, senhores, em pactos macabros, em que a vida do povo passa a ser detalhe e os negócios de mercado dominam a política”, acrescentou a parlamentar.

Tragédia que podia ser evitada
Ela se solidarizou às pessoas que tiveram entes querido mortos pela Covid-19, assim como aos trabalhadores e trabalhadoras do Sistema Único de Saúde, que têm enfrentado a pandemia, mas alertou que a tragédia podia ter sido evitada.

“Nós não precisávamos estar assim, nós poderíamos ter evitado essa tragédia, faltou responsabilidade, faltou organização, faltou coordenação e sobretudo faltou comando para o capitão-presidente, que não conseguiu demonstrar que consegue comandar, deixou as coisas acontecerem e continuou fazendo política”, disse.

Gleisi observou que Bolsonaro, para se manter no cargo e evitar o impeachment , aliou-se com o que chama de velha política, mas insistiu que ele deve ser julgado pelos crimes que cometeu. “Ele é um presidente criminoso, atentou contra a Constituição Federal, contra as instituições, contra a democracia. Ele atentou contra a vida e contra a saúde pública ao dizer que era uma gripezinha, ao desdenhar da dor das pessoas: “E daí? Não sou coveiro”. Levou milhões de pessoas a se infectarem e milhares a morrerem”, lamentou Gleisi.

A presidenta do PT assinalou que Bolsonaro atenta cotidianamente contra a soberania nacional, “e comete crime continuado ao levar desinformações e notícias falsas sobre a pandemia”. Ela observou que a fala do capitão-presidente é reproduzida em dezenas de sites, de blogs, de plataformas nas redes sociais, “uma rede falsa, fake, operada por servidores” e até assessores do presidente da República, pagos “com dinheiro público”, como noticiou o Fantástico, da TV Globo.

Gleisi Hoffmann citou como exemplo Tercio Tomaz, que ganha R$ 13 mil do governo federal, é assessor de Bolsonaro e militante bolsonarista desde a campanha eleitoral de 2018, “organizando essa rede falsa e agora o gabinete do ódio”. Cobrou também explicações do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), já que tem assessores de seu gabinete envolvidos na mesma rede de fake News.

Esses assessores pagos com dinheiro público tinham páginas como se fossem páginas de notícias, de um jornal, de um blog de informação, mas na realidade se tratavam de perfis falsos. “Isso não é crime? Aliás, empresários ligados a Bolsonaro, como o ‘Véio da Havan’, tão bem conhecido, aquele sonegador, ladrão do Estado, também está proibido agora de atuar nas redes sociais”, observou Gleisi.

Gleisi alertou que o Brasil precisa “frear” Bolsonaro ou vai se arrebentar. Também condenou a venda de empresas públicas na bacia das almas, como a Eletrobras e o fatiamento da Petrobras, para favorecer sobretudo o capital estrangeiro, e criticou o comportamento de vassalo do atual governo frente aos Estados Unidos.

“Vamos deixar que o embaixador americano continue dando ordens para o Brasil, o que é uma vergonha? Que venha aqui dizer com quem nós vamos ter que comercializar o 5G ou que devemos tirar o subsídio do etanol brasileiro para que o etanol americano seja mais competitivo dentro do Brasil?”, indagou a presidenta Nacional do PT.

Assista o discurso na íntegra: