Supremacista é preso após assassinatos em Wisconsin; Trump ordena ação da Guarda Nacional

A cidade de Kenosha, em Wisconsin (EUA), atravessa um momento de intensa turbulência social desde o último domingo (23) quando eclodiram protestos depois que a polícia atirou em Jacob Blake, de 29 anos, pelas costas, à queima-roupa. Ele estava acompanhado pela família.

A situação foi agravada com o assassinato de dois manifestantes antirracistas por um atirador de 17 anos, identificado como Kyle Rittenhouse, que foi preso nesta quarta-feira (26).

Os vídeos divulgados nas redes sociais mostram o racista armado com um fuzil AR-15 na área dos protestos. Ele estava acompanhado de um grupo de supremacistas brancos que investiam contra a manifestação de protesto. O grupo dizia que estava fazendo a “segurança das propriedades privadas”.

O presidente Donald Trump ordenou o envio da Guarda Nacional e do FBI para Kenosha.

“O suspeito neste incidente, um residente de Antioch de 17 anos, está atualmente sob a custódia do sistema judicial do condado de Lake, enquanto aguarda uma audiência de extradição para transferir a custódia de Illinois para Wisconsin”, afirmou a polícia.

Os conflitos raciais e a violência policial são temas que polarizam também a disputa eleitoral em curso nos Estados Unidos entre Trump e o candidato democrata Joe Biden.

Veja o vídeo do momento dos assassinatos:

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Google é obrigado a revelar geolocalização de acusados de assassinar Marielle Franco

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou nesta quarta-feira (26), por 8 votos a 1, que Google forneça informações ao inquérito sobre as mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A decisão foi da 3ª Seção do STJ, formada por dez ministros, que rejeitaram recurso da empresa de aplicação na internet.

Durante o julgamento, os ministros do STJ disseram que o Google e demais empresas de aplicação na internet não são solícitas quanto convocadas para colaborar em investigações, sobretudo naquelas que envolvem a vida.

Pela decisão de hoje, o STJ mandou Google entregar dados de geolocalização de acusados de assassinar Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes.

Segundo os investigadores, os dados do Google são essenciais para se chegar aos mandantes do crime. A empresa de aplicação vinha alegando que o pedido de informações feria o direito à privacidade dos usuários e que poderia transformar um serviço de pesquisa na internet em ferramenta para vigilância indiscriminada dos cidadãos.

O Ministério Público do Rio e a Polícia Civil fluminense vinham pleiteando os dados junto ao Google desde 2018. As autoridades solicitaram a a lista dos IPs e Device IDs de usuários que pesquisaram as combinações de palavras “Marielle Franco”, “Vereadora Marielle”, “Agenda vereadora Marielle”, “Casa das Pretas”, “Agenda vereadora Marielle”, e “Rua dos Inválidos”, entre os dias 7 de 14 de março de 2018, ou seja, anterior ao assassinato da parlamentar do PSOL.

A quebra do sigilo do Google, de acordo com os investigadores, pode facilitar a descoberta do mandante do crime.