Já somos 211,7 milhões de habitantes no Brasil, diz IBGE

O Diário Oficial da União publica, nesta quinta-feira (27), portaria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulga as estimativas da população para estados e municípios, com data de 1º de julho de 2020.

As estimativas mostram que o Brasil já tem uma população de 211.755.692 de pessoas. Em 2019, a população estimada era de 210.147.125 pessoas. De acordo com a projeção, o Brasil ganhou mais 1,6 milhão de habitantes em relação ao ano passado,

Os estados mais populosos são: São Paulo (46.289.333), Minas Gerais (21.292.666) e Rio de Janeiro (17.366.189).

O Distrito Federal já conta com uma população de 3.055.149 habitantes. Roraima é o estado com a menor estimativa populacional (631.181).

O Paraná tem 11.516.840 habitantes, segundo a tabela do IBGE.

A tabela completa, por estado, publicada hoje no Diário Oficial, pode ser conferida aqui.

A estimativa de habitantes é importante para o poder público direcionar políticas públicas, bem como distribuir verbas governamentais para estados e municípios a partir do critério populacional.

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  • Bolsonaro é o governo da fome e da morte

    Por volta das 11h30 desta quarta-feira (26), em um sinaleiro na Rua General Mário Tourinho, bairro Campina do Siqueira, em Curitiba, um jovem com máscara contra a covid-19 saca uma placa num pedaço de papelão: “FOME”, em letras garrafais. Nem todos podem ajudar, até porque dinheiro em espécie é cada vez mais raro nesses tempos de transações eletrônicas.

    O gesto de desespero do jovem, a 5 km do centro, se repete em outros bairros da capital paranaense. Pessoas sozinhas ou famílias inteiras, que pedem um pedaço de pão. Muitas, sem emprego e sem comida, foram morar nas ruas. Nesse período no ano, Curitiba tem um rigoroso inverno.

    Durante o governo de Jair Bolsonaro, houve um súbito aumento de moradores de rua e de pessoas passando fome. Isto é visto a olho nu em todas as partes. São homens, mulheres e crianças vítimas de um modelo econômico que privilegia bancos e especuladores.

    A produção e o emprego viraram sinônimos de “comunismo” no governo Bolsonaro.

    Não há no horizonte uma sinalização de Bolsonaro ou de seu ministro da Economia, Paulo Guedes, de que irão olhar para os de baixo. Pelo contrário. A ordem é retirar direitos, arrancar o couro do povo brasileiro, deixá-lo miserável, dependente de um insuficiente auxílio emergencial de R$ 600, que ainda pode ser reduzido pela metade.

    O governo promove a fome e humilha pais de famílias, homens e mulheres. Jovens e idosos são achincalhados, menosprezados, degradados pelo poder público.

    Bolsonaro e Guedes criaram 80 milhões de desempregados e promovem a fome no País. Além disso, eles têm responsabilidades nas mais de 117 mil mortes pelo novo coronavírus porque tinham como evitar e não o fizeram como gestores públicos.

    O Brasil fechou o dia com 3,7 milhões de infectados e 117 mil mortos por covid-19. Mas a tragédia é amplificada pelos mais de 80 milhões de brasileiros desocupados, semiocupados, informalizados, precarizados, uberizados, pejotizados, enfim, semiescravizados.

    Por mais que o discurso oficial não reconheça o total de desempregados, o número de pessoas que passaram a depender de ajuda denuncia o governo: 66 milhões de almas precisam de auxílio para viver precariamente nesses tempos de Bolsonaro.