Efeito Bolsonaro-Guedes: Desemprego sobe para 13,3% no trimestre

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 13,3% -12,8% milhões de pessoas- no trimestre encerrado em junho, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (6).

Em igual período de 2019, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,0%. No trimestre até maio de 2020, a taxa de desocupação estava em 12,9%, revelando também, que além dos efeitos da pandemia de Covid-19, o governo Bolsonaro não tem um plano de conjunto para enfrentar a recessão em curso da economia nacional.

O IBGE informa ainda que a população ocupada de 83,3 milhões de pessoas chegou ao menor nível da série histórica iniciada em 2012, com redução de 9,6% (8,9 milhões de pessoas a menos) em relação ao trimestre anterior e de 10,7% no confronto com o mesmo trimestre de 2019 (10 milhões de pessoas a menos).

Todos os segmentos de atividades econômicas analisados pela pesquisa tiveram queda em relação ao número de ocupados. O comércio foi o setor mais atingido: 2,1 milhões de pessoas perderam suas vagas no mercado de trabalho. É uma redução de 12,3% em relação ao último trimestre.

Efeito Bolsonaro – outros números da pesquisa

população ocupada – É composta por 83,3 milhões de pessoas. O menor nível da série histórica iniciada em 2012, com redução de 9,6% (8,9 milhões de pessoas a menos) em relação ao trimestre anterior;
subutilização – foi de 29,1%. Um recorde na série, com elevação de 4.8 ponto percentual em relação ao trimestre móvel anterior (24,4%);
desalentados – 5,2 milhões de pessoas com capacidade de trabalho, mas sem busca ativa por emprego. Esse contingente soma 13,5 milhões de pessoas;
salários – o rendimento dos trabalhadores teve um aumento de 4,6% em relação ao trimestre anterior, em média oscilou em torno de R$ 2,500;
informalidade – foi de 36,9% da população ocupada. Ou seja, 30,8 milhões de trabalhadores informais.

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Renault: Justiça manda empresa readmitir os 747 trabalhadores

A Justiça do Trabalho da 9ª Região deu causa favorável à ação impetrada pelo Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) e determinou, na noite de quarta-feira (5), a anulação das demissões dos 747 trabalhadores da Renault realizadas pela empresa no dia último dia 21 de julho sob pena de multa diária de R$ 100.000,00 caso a montadora descumpra a decisão.

Na decisão, a Juíza Sandra Mara de Oliveira Dias, entendeu que a Renault descumpriu um Termo de Compromisso que a própria empresa havia firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT) onde se comprometia a negociar com o Sindicato da categoria qualquer programa de dispensa e ainda que “qualquer dispensa coletiva sem negociação prévia viola garantias constitucionais além de configurar ato antissindical, pois subtrai do sindicato a prerrogativa de servir como defensor dos direitos e interesses da categoria representada, conforme garantido pelo art. 8º, inciso III, da CF/88”.

A decisão da Justiça será comunicada em assembleia dos trabalhadores, nesta quinta-feira (06), às 14hs, em frente ao pátio da montadora em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

No último dia 21 de julho, a Renault demitiu 747 trabalhadores, uma boa parte com problemas de saúde como Covid-19, isolamento obrigatório e doenças ocupacionais e comuns. No dia seguinte, os trabalhadores definiram, em assembleia, entrar em greve até que a empresa suspendesse as demissões e sentasse com o Sindicato para negociar. A paralisação completa 16 dias nesta quinta-feira (6).

A unidade brasileira da Renault possui cerca de 7.300 trabalhadores que produzem os modelos Sandero Stepway, Logan, Kwid, Duster, Oroch, Master e Captour. A fábrica ainda conta com uma unidade de motores e injeção de alumínio.

*As informações são do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba