Boulos ‘mandou à merda’ defensor do torturador Ustra na Jovem Pan; veja

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e pré-candidato à prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), se indignou durante entrevista na Jovem Pan ao ouvir do comentarista Adrilles Jorge que o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra “tem fama de torturador” e respondeu: “vá à merda”.

A reação indignada de Boulos viralizou nas redes sociais. Adrilles é um defensor ardoroso do presidente Jair Bolsonaro.

O coronel Brilhante Ustra chefiou o Doi-Codi em São Paulo, um antro de mortes e torturas durante a ditadura militar. Ustra foi apontado na Comissão Nacional da Verdade como o responsável direto por dezenas de mortes de prisioneiros políticos.

Em seu Twitter, Boulos disse que “com quem defende torturador não tem debate possível”.

O vídeo é do mês de maio, mas viralizou nesta quinta-feira (27).

Assista os vídeos:

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Damares e Bolsonaro anunciam perseguição a ex-presos políticos na ditadura; assista

A ministra Damares Alves, dos Direitos (Des)Humanos, anunciou nesta quinta (27) que irá revisar 40 mil aposentadorias, pensões e indenizações a ex-presos políticos que sofreram tortura e danos durante a ditadura militar (1964-1985).

Na live presidencial de hoje, a ministra citou expressamente os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, ambos do PT. Segundo Damares, os petistas pediram indenização que estão sendo analisados pelo Ministério dos Direitos Humanos.

“Já devia ter acabado isso”, disse a ministra, cuja narrativa foi seguida pelo presidente Jair Bolsonaro, que minimizou as torturas no período militar.

Dirigindo-se ao presidente, a ministra questionou em tom de ironia: “Mas acredita que ainda hoje tem gente requerendo coisa de 1964?”

De acordo com Damares Alves, ela aplicará a lei. Se alguém se sentir lesado poderá recorrer. “A justiça está sendo aplicada”, jurou.

A indenização pela tortura sofrida no período de ditadura militar no Brasil pode ser pedida a qualquer tempo, diz a Lei 9.140/95.

O texto também reconhece como mortas pessoas desaparecidas em razão de participação, ou acusação de participação, em atividades políticas, no período de 2 de setembro de 1961 a 15 de agosto de 1979, e dá outras providências.

Na verdade, Bolsonaro e Damares anunciaram hoje que irão perseguir [outra vez] ex-presos e torturados pela ditadura militar.

Com duração de 50 minutos, a live desta quinta contou com apenas 14 mil espectadores online. No auge das transmissões, em março de 2019, Jair Bolsonaro conseguia mobilizar até 100 mil espectadores ao vivo.