Oxford, China e Rússia avançam no desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19

As notícias sobre a possibilidade de termos uma vacina capaz imunizar e proteger as pessoas da Covid-19 são animadoras e estão vindo de três países diferentes: a Inglaterra com a vacina de Oxford, além da China e da Russia.

Cientistas da Universidade de Oxford anunciaram nesta segunda-feira (20) que, de acordo com resultados preliminares, a vacina da universidade para a Covid-19 é segura e induziu resposta imune no corpo dos voluntários.

Os resultados, que já eram esperados pelos pesquisadores, se referem às duas primeiras fases de testes da imunização. O Brasil também participa da terceira de testes e já tem um acordo firmado para utilização e produção desta vacina.

As previsões mais otimistas apontam que a vacina de Oxford pode estar disponível a partir de setembro. O acordo foi firmado pelo Governo Federal através da Fundação Oswaldo Cruz.

Já o Governo de São Paulo firmou um acordo com a China através do Instituto Butantan. As primeiras doses da vacina do laboratório chinês Sinovac Biotech chegaram ao Brasil na madrugada desta segunda-feira (20). Essas doses ainda são para testes e serão aplicadas imediatamente em cerca de nove mil voluntários.

Há até uma disputa política entre o Governo Federal e o Governo de São Paulo para ver quem vence essa corrida. Tomara que as duas sejam bem sucedidas o mais rápido possível proporcionando a imunização para o povo brasileiro.

Correndo por fora ha a Rússia que anunciou ter concluído os testes clínicos de vacina contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2).

As pesquisas foram realizadas pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamalei, no Hospital Militar Burdenko, anunciou nesta segunda-feira (20) o Ministério da Defesa da Rússia.

“Os resultados dos testes disponíveis mostram claramente que todos os voluntários têm uma resposta imune à vacinação. Não foi detectado nenhum efeito colateral, complicações, reações indesejáveis [ou] reclamações sobre o estado de saúde dos voluntários no momento da alta”, afirmou o Governo Russo.

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Ainda há dezenas de pesquisas com diferentes abordagens mundo afora. Mas as vacinas de Oxford, da China e da Rússia parecem ser as mais promissoras por enquanto. Tudo leva a crer que as vacinas destas procedências terão custo razoável e devem ser disponibilizadas em grande escala para os brasileiros através do SUS.

Essa é a torcida para que o mundo supere essa pandemia que já causou tantas mortes e tantos danos à economia mundial.

Com informações do G1, UOL e Sputnik.

Covid-19: País tem domingo com número recorde de mortes

O Ministério da Saúde informa que neste domingo (19) o Brasil registrou 716 mortes e 23.529 novos casos de infectados por Covid-19 nas últimas 24 horas. É o maior número de óbitos registrado num domingo desde o início da pandemia da Covid-19.

De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil tem 2.098.389 casos confirmados da doença e 79.488 mortes registradas. Os casos recuperados somam 1.371.229.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,8 %. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 37,8. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 957,5.

A região Sudeste tem o maior número de casos acumulados desde o início da pandemia, com 717.154 casos e 36.050 mortes. O Nordeste aparece em segundo com 700.683 casos e 25.395 óbitos.

Em seguida estão as regiões Norte (351.754 casos e 11.048 mortes), Centro-Oeste (173.720 casos e 3.731 óbitos) e Sul (155.078 casos e 3.264 mortes).

São Paulo é o estado mais atingido pelo novo coronavírus. Desde o início da pandemia, acumula 415.049 casos da doença, que resultaram em 19.732 óbitos. Em seguida, os estados que mais registraram casos confirmados são Ceará (146.972), Rio de Janeiro (138.524), Pará (137484) e Bahia (122.160). Rio de Janeiro é segundo estado que mais registrou número de mortes (12.144) e o Ceará ficou em terceiro com 7.178.

*Com informações da Agência Brasil.