Deputados aprovam moção de repúdio à paralisação da UFSC na pandemia; Reitor reage

A Assembléia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) aprovou na semana passada uma moção proposta pelo deputado bolsonarista Jessé Lopes (PSL) em repúdio ao reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) pela “paralisação total da referida entidade”.

“A UFSC continua sem aula alguma, gastando mais de 115 milhões por mês, dinheiro praticamente jogado no lixo, enquanto universidades comunitárias, filantrópicas estão funcionando, mesmo que de forma on-line”, afirmou o deputado Jessé.

O único voto contrário à moção foi da deputada Luciane Carminatti (PT) que defendeu a autonomia do conselho universitário em decidir os destinos da instituição. Ela afirmou que, mesmo sem as aulas presenciais, a UFSC segue “trabalhando, construindo conhecimento necessário para que se possa sair o mais breve possível dessa pandemia.”

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Nesta segunda-feira (13), o reitor Ubaldo Cesar Balthazar visitou o presidente da Alesc, deputado Julio Garcia (PSD) para prestar esclarecimentos e desfazer o visão dos deputados que aprovaram a moçao.

Balthazar salientou as inúmeras ações da UFSC durante a pandemia de Covid-19 e reiterou a disposição da instituição em auxiliar Santa Catarina no enfrentamento da doença, inclusive oferecendo sua infraestrutura nos cinco campi.

Na oportunidade o Reitor entregou um ofício que lista as principais iniciativas desenvolvidas pela UFSC desde 18 de março, data em que foram suspensas as atividades presenciais na Universidade.

No documento, Balthazar expressa “profunda decepção com representantes desse Parlamento que têm se servido do exercício de um mandato eletivo para ofender, agredir, desqualificar e imputar inverdades e leviandades à UFSC.

O deputado Julio Garcia garantiu ao reitor que a moção não representa o posicionamento da Assembleia. “Reconhecemos, respeitamos a importância da UFSC e não concordamos com essa moção que foi aprovada”, ressaltou. Ele disse que fará a leitura do ofício em plenária e dará ciência de seu conteúdo a todos os deputados.

Atacar as Universidades Federais é uma prático comum no bolsonarismo. A extrema-direita tem medo do livre pensamento que se desenvolve nas instituições públicas federais. É algo que eles não conseguem entender ou controlar, por isso querem destruir. Triste isso.

Infelizmente é a corrente de pensamento que governa o Brasil desde o início de 2019.

Leia a íntegra do ofício da UFSC.

Com informações da Alesc e da UFSC.