Weintraub deixa Polícia Federal carregado por apoiadores; assista

O ministro da falta de Educação de Bolsonaro, Abraham Weintraub, foi erguido e carregado nos ombros por um pequeno grupo apoiadores ao deixar a sede da Polícia Federal em Brasília.

Ele foi prestar depoimento em caso em que é acusado de racismo contra chineses. Novamente não houve qualquer cuidado com a possibilidade de disseminação do Coronavírus.

Wientraub recebeu um megafone e falou como se fosse um mártir: “A liberdade é a coisa mais importante numa democracia e a primeira coisa que vão tentar calar, é a liberdade de expressão…”

Assista:

O problema é que, para haver liberdade de expressão é preciso respeito às diferenças e disposição para ouvir o contraditório. E liberdade não inclui ameaças ou injúrias.

Entenda o caso:
Weintraub usou o personagem Cebolinha, de Maurício de Souza, que troca o “r” pelo “l”, para imitar o sotaque chinês e insinuar que o Coronavírus atenderia a interesses da China em seu plano para “dominar o mundo”.

“Geopoliticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em termos Lelativos, dessa crLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados do BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo?”, ironizou Weintraub.

Os chineses reagiram através do embaixador no Brasil, Yang Wanming, que chamou o ministro de racista. Depois disso, Weintraub apagou a postagem do Twitter.

O Ministério Público Federal pediu a abertura da investigação alegando que o comportamento do ministro da Educação “configura, em tese, a infração penal prevista na parte final do artigo 20 da Lei 7.716/1989, que define os crimes resultantes de preconceito”.

LEIA TAMBÉM
Delação de Tacla Duran pode mostrar que Lava Jato era ‘fábrica de dinheiro’, diz professor

Wanderlei Silva é atropelado 1 dia após participar de manifestação contra a esquerda

Por ordem de Bolsonaro, deputado e Sara Winter ignoram depoimento à PF

O ministro Celso de Mello não aceitou que o inquérito corra em sigilo nem concedeu a Weintraub a regalia de depor em dia e hora previamente acertado com os procuradores. Segundo o ministro, apenas autoridades que são vítimas ou testemunhas gozam desse privilégio.

Essa não foi a única ofensa do governo federal, ou do clã Bolsonaro contra os chineses. Inspirados pela agressividade de Donald Trump, que chama o Coronavírus de Vírus Chinês, os bolsonaristas difundem forte preconceito contra os orientais. Vergonha nacional.