Coronavírus: Brasil tem 1.473 novas mortes e bate novo recorde diário em 04/06

O balanço diário do ministério da Saúde registrou 1.473 novas mortes por Coronavírus com o recorde de mortes sendo quebrado pelo terceiro dia seguido. Com o resultado, o Brasil passou a Itália no número oficial de mortos chegando 34.021 desde o início da pandemia.

O ministério registrou 30.925 novas pessoas infectadas com o Coronavírus, rompendo a barreira dos seiscentos mil, chegando a 614.941. O resultado marcou um acréscimo de 5% em relação a ontem (3), quando o número de pessoas infectadas estava em 584.016.

Os principais dados do balanço do ministério são:

  • 1.473 registros de morte incluídos em 24 horas;
  • 34.021 mortes desde o início da pandemia;
  • 614.941 casos confirmados;
  • 30.925 novos casos em 24 horas;
  • 325.957 pacientes estão em acompanhamento (53 %)
  • 259.963 pacientes estão recuperados (41,5 %)

São Paulo se mantém como epicentro da pandemia no país, concentrando o maior número de falecimentos (8.560). O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (6.327), Ceará (3.813), Pará (3.416) e Pernambuco (3.134).

Além disso, foram registradas mortes no Amazonas (2.183), Maranhão (1.062), Bahia (790), Espírito Santo (737), Alagoas (531), Paraíba (438), Rio Grande do Norte (378), Minas Gerais (323), Rio Grande do Sul (265), Amapá (254), Paraná (215), Piauí (202), Distrito Federal (196), Rondônia (194), Sergipe (186), Acre (181), Goiás (164), Santa Catarina (156), Roraima (127), Tocantins (87), Mato Grosso (82) e Mato Grosso do Sul (20).

Já em número de casos confirmados, o ranking tem São Paulo (129.200), Rio de Janeiro (60.932), Ceará (59.795), Pará (48.049) e Amazonas (46.473). Entre as unidades da federação com mais pessoas infectadas estão ainda Maranhão (40.629), Pernambuco (37.507), Bahia (23.463), Espírito Santo (16.894) e Paraíba (17.579).

Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, o secretário substituto de Vigilância em Saúde, Eduardo Macário, declarou que os casos no país seguem crescendo.

“Estamos em um aumento semana após semana. Estimamos uma estabilização nos próximos meses. Por conta do período sazonal, diminui a transmissão respiratória no Norte e Nordeste. Não é possível prever quando será o pico”, pontuou.

Mais uma vez, o ministério da Saúde atrasou a divulgação dos dados que saíram após os telejornais.

Com informações da Agência Brasil.

Prefeito de Manaus representa contra governo Bolsonaro na ONU em defesa de indígenas na pandemia

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, apresentou representação contra o governo federal, na pessoa do presidente Jair Bolsonaro, junto à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Corte Internacional de Justiça (CIJ), pedindo ações urgentes dessas entidades para proteção de comunidades indígenas diante da pandemia de Covid-19.

“O presidente Jair Messias Bolsonaro é dissociado dos princípios humanitários que mandam resguardar a vida e seus povos tradicionais. Ele desdenha do vírus e das dezenas de milhares de vítimas que, em razão dele, já sucumbiram. É omisso, e, por conseguinte, responsável indireto pela dizimação de brasileiros e dos povos indígenas”, disse Virgílio em nota divulgada pela prefeitura da capital do Amazonas.

“Não podemos, calados e passivos, presenciar e permitir o extermínio da cultura indígena, por isso venho clamar pela intervenção, em favor da saúde e da sobrevivência das comunidades indígenas milenares do meu país”, acrescentou.

Além da ONU e da CIJ, o prefeito endereçou a representação também para a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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Segundo a Prefeitura de Manaus, as correspondências “evidenciam o avanço do novo coronavírus nas populações indígenas, principalmente do Amazonas, e a falta de medidas, por parte do governo federal, que assegurem aos indígenas o acesso aos meios de tratamento e cura da doença”.

Segundo a Articulação de Povos Indígenas do Brasil (Apib), uma associação nacional que congrega os 305 etnias, as mortes entre os povos indígenas brasileiros por Covid-19 subiram de 28 no final de abril para 182 no dia 1º de junho.

Os números podem ser pequenos quando comparados com o do restante do país, que agora tem o segundo maior surto do mundo, mas são significativos por mostrarem que o vírus se instalou em comunidades vulneráveis onde médicos temem que a disseminação seja devastadora.

A cidade de Manaus foi uma das primeiras do país a sofrer colapso dos sistemas de saúde e funerário, registrando mais de cem enterros diários, devido ao coronavírus. De acordo com o Ministério da Saúde, a capital amazonense registra mais de 19 mil casos e 1,4 mil óbitos.

Por Pedro Fonseca, na Reuters.