Boletim Focus prevê tombo de 6,48% da economia neste ano

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano chegou a 6,48%.

A estimativa consta do boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Essa foi a 17ª revisão seguida para a estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB). Na semana passada, a previsão de queda estava em 6,25%.

Esse é o motivo do desespero do presidente Bolsonaro e sua equipe econômica comandada por Paulo Guedes. A economia do Brasil foi mal do primeiro ano de governo e agora segue piorando por causa da pandemia.

Por isso que o presidente insiste em acabar com o isolamento social, pois com a economia ruim, sua cabeça fica a prêmio.

Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há duas semanas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

Dólar
A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,40, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5,08, a mesma expectativa da semana passada.

Inflação
As instituições financeiras consultadas pelo BC continuam a reduzir a previsão de inflação de 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu pela 13ª vez seguida, ao passar de 1,55% para 1,53%.

Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3,10%. A previsão para os anos seguintes – 2022 e 2023 – também não teve alterações: 3,50%.

A projeção para 2020 está abaixo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.

Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2,25% ao ano, a mesma previsão da semana passada. A expectativa do mercado financeiro é que a taxa caia para esse patamar (2,25% ao ano) na reunião do Copom deste mês, marcada para os dias 16 e 17 e nas reuniões seguintes ao longo deste ano seja mantida pelo comitê.

Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3,50% ao ano. A previsão da semana passada era 3,38%. Para o fim de 2022, a previsão passou de 5,13% para 5% ao ano. Para o final de 2023, a projeção permanece em 6% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Com informações da Agência Brasil.

Dilma Rousseff: “Bolsonaro comete crime de ocultação de cadáveres”

A ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) publicou um artigo comentando a tragédia do Coronavírus no Brasil. Segundo ela, ao sonegar dados sobre a epidemia, “Bolsonaro mostra desprezo pela vida humana e comete crime de ocultação de cadáveres.”

Para Dilma, tentar manipular os números é “um ato estarrecedor e patético de irresponsabilidade, além de absolutamente ineficaz”.

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Leia a íntegra:

VIDAS BRASILEIRAS IMPORTAM

O Brasil atingiu uma fase cada vez mais aguda da epidemia do coronavírus, com recordes de mortes, que chegaram a 1.400 vítimas fatais num único dia e com a devastadora média de um óbito por minuto.

Agora, o governo acrescentou à sua já notória negligência no enfrentamento da crise do Covid-19 um ato estarrecedor e patético de irresponsabilidade, além de absolutamente ineficaz, que é atrasar a liberação dos dados e questionar sua veracidade. No mundo da internet, apesar do Governo de Bolsonaro, os dados serão obtidos junto às secretarias estaduais de saúde, devidamente apurados, somados e divulgados. Todos sabemos que o que está por trás da recontagem dos dados é sua maquiagem, sua redução deliberada para esconder o crescimento vertiginoso dos números de contágio da doença e da perda de vidas. Essa decisão de ocultar as informações sobre os efeitos da Covid19 ocorre justamente no momento em que o Brasil acumula mais de 36 mil mortes e 650 mil contaminados, tornando-se o epicentro mundial da pandemia.

De forma precipitada, por pressão liderada por Bolsonaro, alguns governos estaduais e prefeituras passaram a liberar o acesso ao comércio e às ruas, afrouxando as medidas de distanciamento social, única maneira até agora de conter a propagação da doença num país que, como o Brasil, não tem testes, nem respiradores, leitos de UTI e equipamento hospitalar em volume suficiente para atender a população.

Esconder informações oficiais, sonegando dados que deveriam ser de domínio público, é um método típico de regimes autoritários, como a ditadura militar brasileira, que pretendeu ocultar, naquela época, o aumento das mortes por meningite. Foi um fracasso e até hoje lembramos dessa malfadada tentativa.

Recontar mortos no contexto atual equivale a cometer crime de ocultação de cadáveres, de triste lembrança para quem, durante a ditadura militar, perdeu parentes e amigos cujos assassinatos jamais foram admitidos pelo estado. Tornar invisíveis as vítimas da Covid19 por meio de uma maquiagem estatística não vai diminuir a epidemia, abrir vagas em hospitais e esvaziar cemitérios. E é um grave insulto à memória dos mortos por uma doença que o governo se recusa a enfrentar, como se, para Bolsonaro e seus apoiadores, as vidas dos brasileiros não tivessem importância, o que ele demonstra em seguidas declarações, tais como “morrer é o destino de todo mundo”, “eu não sou coveiro” e o ainda mais desdenhoso “e daí?”

Mas as vidas brasileiras importam, sim, e devem ser protegidas, não apenas da epidemia do coronavírus, mas também de um governo obscurantista e irresponsável, que não demonstra empatia pelo povo ao qual devia servir. A coincidência perversa da tragédia de uma epidemia com a catástrofe de um governo de índole e comportamento fascistas só será superada com a destituição de Bolsonaro, o combate prioritário à doença, a retomada da atenção aos direitos do povo e o restabelecimento da democracia em sua plenitude.

Dilma Rousseff.

Publicado originalmente no site da ex-presidenta

Notícias ao vivo do Coronavírus: os bancos no Brasil e os hospitais dos Estados Unidos lucram com a pandemia

Recentemente, o Blog do Esmael registrou aqui que os desalmados banqueiros brasileiros estavam lucrando –com dinheiro público, é claro– na pandemia de coronavírus. Estupefato, esta página anotou as barbaridades cometidas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro Paulo Guedes:

  • Repasse de R$ 2 trilhões de incentivos aos bancos;
  • Redução de impostos para bancos;
  • Fortuna dos bancos superou o PIB do Brasil.

Pois bem, abrindo nesta segunda-feira (8) o New York Times –o mair do mundo– vejo que a malandragem não é uma exclusividade dos banqueiros brasileiros que querem se dar bem na crise.

Os hospitais dos Estados Unidos também receberam bilhões em subsídios de socorro, bem como seus CEOs (executivos) receberam milhões de dólares.

De acordo com o New York Times, algumas das empresas de saúde mais ricas dos Estados Unidos receberam bilhões de dólares em fundos dos contribuintes para ajudá-los a lidar com a perda de receita com a pandemia, mas, sem dó nem piedade, eles demitiram ou cortaram o pagamento de dezenas de milhares de médicos, enfermeiros e trabalhadores mal remunerados, enquanto continuam pagando milhões aos seus principais executivos.

Lá e cá fica comprovado que os capitalistas têm coração de pedra. Eles não merecem entrar no reino dos Céus, como diz a Bíblia.

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Notícias ao vivo do Coronavírus: semana começa com 36,5 mil mortes e 692 mil casos

Segundo as secretarias estaduais de Saúde, o Brasil começa esta semana em 8 de junho com 692.363 casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2) e 36.505 mortes confirmados.

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) resolveu desde a sexta-feira (5) omitir dados oficiais da doença, mas os governos estaduais resolveram lançar um site paralelo para divulgar informações sobre o avanço do vírus no País.

Neste domingo (7), à noite, o Ministério da Saúde divulgou dois balanços divergentes acerca da Covid-19.

No primeiro, apontou 37.312 mortes e 685.427 casos de coronavírus. No segundo, 36.455 mortes e 691.758 casos.

Questionado sobre a divergência nos números, o Ministério não informou a razão.

De acordo com as secretarias estaduais, esses são os números na manhã de hoje (08/06):

  • 36.505 mortes
  • 692.363 casos confirmados

Jair Bolsonaro provoca apagão no balanço global da Universidade Johns Hopkins

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) provocou um verdadeiro apagão no balanço global da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, sobre o coronavírus no Brasil.

Os dados brasileiros são importantes para que a instituição consiga totalizar o avanço da pandemia da Covid-19 pelo mundo. Até sexta-feira (5), no último levantamento da Johns Hopkins, o Brasil era país em segundo no ranking internacional de casos e em terceiro no de óbitos;

De acordo com a Universidade Johns Hopkins, a decisão de excluir o Brasil do balanço global foi tomada após a omissão de dados do governo brasileiro. O levantamento da instituição americana é referência no acompanhamento da pandemia.

Em nota, neste sábado (6), o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) acusou o governo do presidente Jair Bolsonaro busca tornar invisíveis os mortos pela Covid-19 no país. O colegiado reúne os secretários de Saúde dos estados.

Paralelamente, à manifestação do Conass, a Defensoria Pública da União (DPU) afirmou que irá ajuizar uma ação na Justiça a fim de obrigar o governo a divulgar os dados completos da Covid-19 no País.

O portal do Ministério da Saúde começou a omitir o tal de mortes e de casos confirmados do novo coronavírus.

“Não pode qualquer chefe do poder executivo, federal, estadual ou municipal, escolher ou não tomar providências de enfrentamento ao coronavírus. Isto é um dever do administrador público. Do mesmo modo que é um dever informar correta e adequadamente à população não só sobre as medidas que as pessoas devem adotar para evitar sua contaminação e a dos demais, mas também todos os atos adotados pelo poder público no combate à disseminação da doença”, afirma um trecho do pedido da DPU.

Além disso, nessa guerra de números e de versões, o presidente Jair Bolsonaro determinou ontem (5) que os dados da doença sejam atualizados sempre após as 22h para evitar que os telejornais divulguem o aumento de mortes no Brasil.

O Jornal Nacional, da TV Globo, acionou seu “Plantão da Globo” na noite de ontem, às 21h45, para anunciar os novos casos e mortes por coronavírus. Teve mais audiência que na programa regular, ou seja, o tiro de Bolsonaro saiu pela culatra.