Vaza lista com “ministério” de Hamilton Mourão

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), no aquecimento, disse com ar profético em abril de 2019, numa conferência nos Estados Unidos, que escolheria outras pessoas para trabalhar no governo, se fosse o presidente da República.

Pois bem, o mundo gira e a lusitana roda. E não é que o vice pode virar presidente?

A história joga a favor de Mourão. Somente três presidentes da República conseguiram concluir o mandato no Brasil: Juscelino Kubitschek, FHC e Lula.

“Quando ele toma uma decisão, eu acato”, disse o vice em relação ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), há um ano, durante o encerramento da Brazil Conference, nos EUA.

“Talvez pela minha personalidade, eu escolhesse outras pessoas para trabalhar comigo”, completou Hamilton Mourão, respondendo sobre possíveis mudanças na condução do país.

Dito isso, o Blog do Esmael divulga a lista com o possível ministério do governo Hamilton Mourão. Claro que falta combinar com os “russos”…

Confira a lista “vazada” com os ministeriáveis:

1. MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA CASA CIVIL
General da reserva Carlos Alberto Santos Cruz

2. MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA
Celso Antônio Três

3. MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA
Aldo Rebelo

4. MINISTRO DE ESTADO DAS RELAÇÕES EXTERIORES
Tilden José Santiago

5. MINISTRO DE ESTADO DA ECONOMIA
Bresser Pereira

6. MINISTRO DE ESTADO DA INFRAESTRUTURA
Tarcísio Freitas

7. MINISTRA DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
Blairo Maggi

8. MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
Karine Silva dos Santos

9. MINISTRO DE ESTADO DA CIDADANIA
Rubens Bueno

10. MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE
Luiz Henrique Mandetta

11. MINISTRO DE ESTADO DE MINAS E ENERGIA
Luiz Antonio Rossafa

12. MINISTRO DE ESTADO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA,INOVAÇÕES E COMUNICAÇÕES
Romildo Dias Toledo Filho

13. MINISTRO DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE
Marina Silva

14. MINISTRO DE ESTADO DO TURISMO
Fábio Aguayo

15. MINISTRO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Ciro Nogueira

16. MINISTRO DE ESTADO DA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO
Deltan Dallagnol

17. MINISTRA DE ESTADO DA MULHER, DA FAMÍLIA E DOS DIREITOS HUMANOS
Manuela D’Avila

18. MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA SECRETARIA-GERAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
Tenente-coronel Alexandre Lara de Oliveira

19. MINISTRO DE ESTADO CHEFE DA SECRETARIA DE GOVERNO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
General Girão ou Major Olímpio

20. MINISTRO DE ESTADO CHEFE DO GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA
General da reserva Maynard Santa Rosa

21. ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
Gustavo Guedes

22. PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL DO BRASIL
Eduardo Moreira

LEIA TAMBÉM
Bruno Covas segue hospitalizado no Sírio-Libanês em São Paulo

General Heleno diz que seria “atentado” divulgar vídeo de reunião ministerial

Lula à TV argentina: “O Brasil é uma nau sem rumo”

Miriam Leitão, da Globo, prevê tombo maior na economia sob Bolsonaro

Até a jornalista Miriam Leitão, da Globo, está prevendo um tombo maior do que aquele anunciado pelo governo Jair Bolsonaro. Os economistas do Palácio do Planalto estimam queda no PIB de 4,5% neste ano.

A estranheza em relação à jornalista da Globo é porque ela sempre foi chapa-branca, com exceção no período do PT. ‘Se hay gobierno, soy a favor’, era o lema dela.

Miriam Leitão disse nesta quinta-feira (14) que, mais adiante, o governo terá de rever mais para baixo ainda o PIB.

Em sua coluna no Globo, edição de hoje, a jornalista retrata o “Risco Bolsonaro” que afugenta investimentos estrangeiros no país. “O risco-país saiu de 100 para 350 pontos de dezembro para cá”, escreve, referindo-se às turbulências diárias criadas pelo presidente e ao ambiente de desconfiança do mercado expressado pela desvalorização do Real.

O Blog do Esmael já anotou antes, aqui, que economistas desenvolvimentistas estimam em até 15% o tombo no PIB. A pandemia do coronavírus agravou a crise econômica de Bolsonaro e Paulo Guedes, portanto a depressão era preexistente no Brasil.

Requião pede exames de urina e fezes de Bolsonaro

O ex-senador Roberto Requião (MDB-PR), presidente da Frente Ampla pela Soberania, indignado, ironizou nesta quarta (13) o histérico debate da velha mídia acerca do resultado do exame do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para Covid-19.

“Nossa brava militância consegue arrancar via judicial exames de verificação do Covid de Bolsonaro, verdadeiros ou não”, registra o emedebista, ao referir-se à decisão judicial que obrigou o presidente a divulgar o resultado do teste.

Para Requião, agora a velha mídia e parte da militância de esquerda deveriam pedir exames de urina e de fezes de Bolsonaro.

“Agora vamos partir em busca de exame de urina e de fezes, mas sem nenhuma preocupação com a dominação do capital financeiro sobre o Brasil”, ironizou o ex-senador.

Requião tem razão na crítica que faz, pois, enquanto se perde tempo nesse falso debate, Paulo Guedes governa e põe o Brasil à venda.

Mesmo sob a pandemia do coronavírus e nas distrações promovidas pelos jornalões da mídia corporativa, a Petrobras iniciou hoje o processo para a venda de mais quatro usinas termelétricas, sendo três localizadas em Camaçari-BA (UTEs Polo Camaçari) e movidas a óleo combustível, e uma bicombustível (óleo diesel ou gás natural) localizada em Canoas-RS (UTE Canoas).

Bolsonaro no bico do corvo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), apesar de um terço de aprovação nas pesquisas, hoje, vai mal, muito mal. Ele está no bico do corvo, prestes a ser devorado, como se explica abaixo.

Conversando com conhecido CEO de instituto de pesquisa, esta semana, chegamos à conclusão de que Bolsonaro palmilha os mesmos passos da presidenta Dilma Rousseff (PT) rumo ao impeachment.

Quem não se lembra da estratosférica aprovação da petista nas vésperas de 2013 e, por um triz, a reeleição de 2014?

O jogo da velha mídia é descer o porrete em Bolsonaro, desconstruir sua frágil imagem, para derrubá-lo na sequência.

Note o caríssimo leitor que os atores que querem Bolsonaro fora do poder não discutem o ‘projeto de nação’, que desejam diferente. Pelo contrário. Eles querem “mudar” para deixar tudo “igual”, portanto, uma mudança leopardiana: “Algo deve mudar para que tudo continue como está.”

A Globo e Folha, por exemplo, tentam construir uma rejeição contra a figura do presidente da República, não contra o que ele representa: neoliberalismo, fome, privilégio para banqueiros, concentração de renda, desemprego, recessão, mortes pela Covid-19, enfim, é o “Diabo” na terra com sua necropolítica.

Na prática, os jornalões e a emissora dos Marinho, com a anuência de setores de esquerda, aspiram tirar Bolsonaro para deixar tudo como exatamente está. Mudaria Bolsonaro, mas a economia ficaria intacta.

Após conversão com o CEO do instituto de pesquisas, chegamos à conclusão de que Bolsonaro está no bico do corvo. Qualquer “gripezinha” mais forte poderá derrubá-lo do Palácio do Planalto, mas, por falta de projeto, tudo tende continuar como está…

Quanto aos debates que dominam o noticiário político da velha mídia, com repercussões até aqui nesta página, trata-se de um falso debate, uma distração. Desde quando o gasto do cartão de crédito corporativo, a demissão do ministro Sérgio Moro e a nomeação do diretor-geral da Polícia Federal são mais importantes para a Nação?

Enquanto o Brasil é distraído pelo falso debate, o Congresso Nacional, com apoio da velha mídia, liquida o patrimônio público com novas privatizações; o “Orçamento de Guerra” [contra o povo] promulgada na semana passada; os parlamentares aprovam mais privilégios para banqueiros e especuladores; etc.; enfim, o ministro Paulo Guedes governa de fato.

A proposta da mídia corporativa e dos banqueiros é a seguinte: Bolsonaro sai, mas Paulo Guedes fica no próximo governo.

Rosângela Moro é exonerada de cargo no programa ‘Pátria Voluntária’

Rosângela Moro, esposa do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, foi exonerada nesta quarta-feira (13) de sua função como representante titular da sociedade civil no programa “Pátria Voluntária” do Governo federal – coordenado por Michele Bolsonaro.

De acordo com informações apuradas pelo UOL, Rosângela Moro teve a demissão publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU) e assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto. O programa que a esposa de Sergio Moro estava é comandado por Michele Bolsonaro, esposa do presidente da República Jair Bolsonaro.

O obscuro “Pátria Voluntária” é um mistério para a sociedade brasileira que não conhece os objetivos e as realizações do programa, porém é uma unidade de gastos em contratações, eventos e diárias.

Quando Moro anunciou publicamente que iria sair do governo Bolsonaro, Rosângela usou as redes sociais para se pronunciar sobre o caso. “Não poderia esperar outra atitude”, opinou por meio de uma rede social.

A respeito da exoneração, a esposa de Sergio Moro não concedeu maiores detalhes.