Vem aí o “João Requião” com apoio do PT

Requião e João, na campanha de 2018.
O ex-deputado federal João Arruda (MDB) estuda ser rebatizado como “João Requião” na disputa pela Prefeitura de Curitiba e ele espera obter o apoio do PT em outubro próximo.

João é filho de Lúcia Requião Arruda, irmã do ex-senador Roberto Requião (MDB) e presidente da Frente Ampla pela Soberania Nacional.

Candidato ao governo do estado em 2018, após desistência de Osmar Dias (PDT), na última hora, “João Requião” disse ao Blog do Esmael que seu tio Requião tem prioridade como candidato na capital paranaense.

“Se ele não for o candidato, aí serei eu”, disse. “O Requião tem prioridade, se quiser concorrer à Prefeitura de Curitiba”, condiciona.

“João Requião” faz uma autocrítica sobre seu voto há dois anos pelo impeachment de Dilma Rousseff, quando a bancada do antigo PMDB o obrigou a votar pela cassação da presidenta eleita. “Eu me arrependi. Hoje, eu não votaria pelo impeachment”, jurou.

O emedebista revelou que vem mantendo intensas conversas com os petistas com vistas às eleições municipais na capital paranaense e no interior do Paraná.

“Os coxinhas nunca votarão na gente e nós temos que ter essa consciência”, completou “João Requião”.

Ratinho foi o único do Sul a não assinar a Carta em Defesa da Democracia
A APP-Sindicato, entidade que representa os educadores do Paraná, lembrou que Ratinho Junior (PSD) foi o único governador do Sul do Brasil que se recusou a assinar a “Carta Aberta em defesa da Democracia”, do Fórum Nacional de Governadores.

O documento assinado por 20 governadores foi publicado para defender a democracia nacional que vem sendo constantemente atacada por quem deveria ser seu principal defensor, o presidente Bolsonaro.

Ao contrário do silêncio de Ratinho, entidades, autoridades e lideranças de todo país se posicionaram em defesa da democracia.

Para o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Silva Leão, a omissão do governador paranaense demonstra seu alinhamento com o programa do governo federal.

“É uma política autoritária, de ameaças, de destruição dos direitos da maioria da população e dos servidores públicos. É uma afronta, um retrocesso, às conquistas do povo asseguradas pela Constituição de 88”, comentou.

“É assustador ver manifestações pela volta do regime militar, após 30 anos de democracia. Defender a Constituição e as instituições democráticas faz parte do meu papel e do meu dever”, ressaltou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Roberto Barroso, que também citou Martin Luther King: “Pior do que o grito dos maus é o silêncio dos bons.”

Segundo a APP, essa não é a primeira vez que o governador do Paraná fica calado diante dos ataques de Bolsonaro à democracia.

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PGR pede que Supremo investigue atos pela ‘intervenção militar’

Ratinho também se recusou a assinar outra carta dos governadores, divulgada em fevereiro, em resposta às declarações do presidente acusando o governo da Bahia pela morte do miliciano Adriano Nóbrega e por tentar impor uma política tributária sem respeitar o pacto federativo.

Adriano Nóbrega tinha boa relação com a família Bolsonaro. A mãe e a mulher dele foram empregadas no gabinete do deputado Flávio Bolsonaro, de que também recebeu homenagens na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

“Recentes declarações do presidente da República Jair Bolsonaro confrontando Governadores, ora envolvendo a necessidade de reforma tributária, sem expressamente abordar o tema, mas apenas desafiando Governadores a reduzir impostos vitais para a sobrevivência dos Estados, ora se antecipando a investigações policiais para atribuir fatos graves à conduta das polícias e de seus Governadores, não contribuem para a evolução da democracia no Brasil”, diz a carta.

Randolfe Rodrigues quer punição para quem pede intervenção militar
O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) criticou os atos e manifestações contra a democracia que ocorrem em diversas cidades.

Segundo Randonfe, “as pessoas que estão em atos pelo país pedindo intervenção militar, devem ser punidas pela justiça, no rigor da lei! Assim como Bolsonaro, que não preside, está à serviço da divisão do país, do caos e da MORTE!”

“Enquanto enfrentamos a pior crise da nossa geração, com a capacidade do nosso sistema de Saúde comprometida, c/ pessoas morrendo e os casos aumentando, Bolsonaro vai às ruas, além de aglomerar pessoas, atacar as instituições democráticas. É patético!”

Ele se referiu à participação do presidente Bolsonaro na carreata e na manifestação ocorrida em Brasília neste domingo. A mobilização que pede intervenção militar e o fim do isolamento na pandemia virou um comício em frente ao Quartel Geral do Exército.

Bolsonaro falou de improviso incendiando seu apoiadores, incentivando a lutarem “por liberdade”, como se o isolamento social fosse um ato cerceamento de direitos, e não uma medida de saúde pública.

O apelo antidemocrático também atingiu os governadores, o Congresso e o STF, isso porque esse entes tem posicionamento diferentes do presidente. Não há diálogo, só ameaças.