Alexandre Frota puxa a orelha do PT: ‘cadê o Fora Bolsonaro?’

O deputado Alexandre Frota (PSDB-SP), ex-bolsonarista de carteirinha, cobrou pelo Twitter nesta segunda-feira (27) combatividade do PT em relação ao governo Jair Bolsonaro (sem partido).

Segundo o parlamentar tucano, a raiva dos petista pelo ex-juiz Sérgio Moro é tão grande que eles até esqueceram da tarefa de chutar a bunda de Bolsonaro do Palácio do Planalto.

“A raiva do PT pelo Sérgio Moro é tão grande”, analisa Frota, “e faz com que eles esqueçam que que precisamos tirar de lá é o Bolsonaro.”

O deputado do PSDB paulista afirma que é desgastante fazer o PT entender que a estratégia é outra, ou seja, afrouxar o garrão para Moro e apartar em Bolsonaro.

Alexandre Frota diz o que pensa sobre o embate PT x Moro: “Moro já saiu do governo. Lula está na rua namorando, viajando e curtindo a vida dele.”

Na prática, o deputado Frota pede para que os petistas “afrouxem a tanga” para o ex-ministro Sérgio Moro, que o PT deixe pra lá os crimes cometidos pelo ex-juiz da Lava Jato.

LEIA TAMBÉM
Carluxo na Federal

Delegados da PF em carta a Bolsonaro: ‘Há uma crise de confiança’

Publicitário bolsonarista morre da Covid-19 no Ceará

Bolsonaristas queimam camisas com imagens de Moro

Integrantes do chamado acampamento de apoio a operação “Lava Jato”, que se reúnem há 2 anos em frente a sede da Justiça Federal em Curitiba, queimaram camisas com o rosto do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, no último sábado (25).

Em vídeo do grupo transmitido pelas redes sociais, os apoiadores de Bolsonaro aparecem vestidos inicialmente com camisas estampadas com a foto de Moro. Logo em seguida, eles as retiram do corpo, mostram outras com a foto do presidente Bolsonaro, e queimam as de Moro.

Em conversa com o portal UOL, a militante bolsonarista Paula Milani, declarou que “o acampamento continua com a defesa da pátria e o combate ao comunismo. Tendo em vista tudo isso que está vindo à tona, continuamos com o presidente que é quem realmente está combatendo o comunismo. Estamos abatidos e decepcionados, mas vamos seguir em frente.”

“É uma decepção e uma traição [a saída do Moro]. Hoje em dia analisamos esses dois anos em frente à Justiça Federal, e algumas atitudes do então juiz Moro, que considerávamos normais, agora não vemos assim. [Vemos] Uma pessoa que não estava lutando contra o comunismo, mas contra o PT. E isso ele fez muito bem, mas nosso objetivo é contra o comunismo”, acrescentou.

Nas redes sociais, foi um fim de semana de intenso combate entre os apoiadores de Bolsonaro e os lavajatistas pró-Moro, evidenciando o racha na extrema-direita.

PSB se movimenta pelo impeachment de Bolsonaro

Diante das declarações do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenta interferir politicamente na Polícia Federal, a bancada do PSB na Câmara trabalha para que ele compareça ao Parlamento para prestar esclarecimentos. A Legenda também decidiu que entrará nesta segunda-feira (27) com o pedido de impeachment contra o presidente da República por considerar que ele não respondeu de forma convincente a nenhuma das acusações.

Líder do PSB na Câmara, o deputado Alessandro Molon (RJ), disse em suas redes sociais estar claro que Bolsonaro demitiu o chefe da Polícia Federal para frear as investigações que avançam sobre seus filhos, e que ele nunca quis o fim da corrupção. Além disso, o socialista afirmou que o presidente da República só trabalha em prol da própria família e da reeleição. Enquanto isso, o Brasil continua sem governo.

Molon afirmou também que é lamentável iniciar um processo de impeachment no meio de uma crise tão grave da Saúde no Brasil, que já deixou mais de 4 mil brasileiros mortos.

“Infelizmente, considerando os crimes cometidos pelo presidente, e considerando que nossa omissão poderia tornar os efeitos da crise ainda mais graves, não há outra saída”, avaliou.

CPI
O deputado paranaense Aliel Machado apresentou o primeiro pedido para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as afirmações de Moro, de que houve a tentativa de interferência do presidente da República para fins pessoais, na tentativa de proteger a si mesmo e sua família de eventuais investigações criminais.

“As afirmações [de Moro] são graves e precisam ser investigadas”, defendeu ao anunciar o pedido de abertura da CPI.