No Ceará, Moro agiu como capanga do bolsonarismo

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O ministro da Justiça, Sérgio Moro, evitou criticar policiais militares amotinados durante sua passagem pelo Ceará. Agiu como se fosse capanga do bolsonarismo, escreve o jornalista Henrique Araújo no jornal O Povo.

“No Ceará, Moro apresentou-se menos como ministro da Justiça e mais como um agente destacado do bolsonarismo, que aportou ao Estado para assegurar os interesses políticos de seu chefe”, cravou o repórter no principal jornal do estado nordestino.

Com 188 homicídios desde o início da greve dos PMs, Moro minimizou a crise na segurança pública dizendo que ‘não há uma situação de absoluta desordem nas ruas’ do Ceará.

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Diferente da tranquilidade relatada pelo ministro, a Secretaria da Segurança Pública (SSPDS) afirma que houve aumento de mortes violentas.

Sérgio Moro passou o pano sobre os policiais militares que ocupam batalhões e resistem cumprir ordem de trabalho. Ele descarta o uso da Força Nacional para realizar as reintegrações.

“Não tem nenhuma previsão até o momento de reintegração. Não tem nada a se tratar sobre isso”, disse o ministro da Justiça.

O motim de policiais militares no Ceará chegou ao 8º dia nesta terça-feira.