CPMI das Fake News convoca representantes de Whatsapp, Google, Twitter e Facebook

Publicado em 11 setembro, 2019
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News aprovou nesta terça-feira (10) requerimentos de convocação dos representantes legais no Brasil das empresas Whatsapp; Google; Twitter; Facebook; You Tube e Telegram.

Todos os requerimentos são da relatora da comissão, deputada Luizianne Lins (PT-CE). Ela considera “imprescindível” obter informações de pessoas que ocupam funções importantes nessas empresas.

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“Quem primeiro tem que falar são exatamente os meios nos quais são transmitidas as supostas Fake News. Porque elas podem ser de atitude individual das pessoas, mas como a gente aprende no jornalismo, são os meios que as divulgam. Então, hoje os meios principais são Whatsapp, Facebook, Youtube, o Telegram”, completou.

Para a deputada, a difusão de Fake News no País é fato gravíssimo. “Muitos relatos, inclusive divulgados pela imprensa afirmam que esses aplicativos e redes sociais foram bastante utilizados para este fim”, destacou.

Lins disse ainda que o uso dessas tecnologias é relativamente recente na vida das pessoas. “Ainda é desconhecida grande parte das possibilidades de uso das ferramentas disponibilizadas. O mau uso da internet, inclusive incorrendo em atividade criminosa, só poderá ser combatido se ocorrer um suficiente conhecimento do instrumental disponível e do histórico de alertas e providências em curso pelas empresas, além de outras informações”, defendeu.

Sem fato determinado

Contra os requerimentos, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou que a CPMI não apresenta fato determinado e que a convocação das empresas de comunicação é uma tentativa de criar um motivo para a existência do colegiado.

“Na verdade o que está claramente visto aqui por qualquer um é que vão trazer aqueles que instrumentalizam as redes sociais ou os meios de conversa privados pra começar a buscar um fato determinado, se é que ele existe, e não está configurado aqui”, argumentou.

Plano de trabalho
Durante a reunião, a deputada Lídice da Mata apresentou seu plano de trabalho. Ela sugeriu audiências públicas, visitas externas e a criação de sub-relatorias para temas específicos como o cyberbullying e a privacidade dos dados.

Também foram aprovadas as vindas à comissão de um representante do site The Intercept e de Lola Aronovich, professora da Universidade Federal do Ceará que já foi alvo de ameaças nas redes sociais. As datas das audiências ainda serão definidas.

As informações são da Agência Câmara.

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