Por Esmael Morais

Em carta a autoridades de Israel, Bolsonaro revê declaração sobre ‘perdoar o Holocausto’

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) enviou carta a autoridades de Israel revendo a polêmica declaração sobre a possibilidade de “perdoar o Holocausto”. A declaração causou uma forte crítica das autoridades israelenses e de organizações de direitos humanos. “Deixei escrito no livro de visitantes do Memorial

Publicado em 14/04/2019


O presidente Jair Bolsonaro (PSL) enviou carta a autoridades de Israel revendo a polêmica declaração sobre a possibilidade de “perdoar o Holocausto”. A declaração causou uma forte crítica das autoridades israelenses e de organizações de direitos humanos.

“Deixei escrito no livro de visitantes do Memorial do Holocausto em Jerusalém: ‘AQUELE QUE ESQUECE SEU PASSADO ESTÁ CONDENADO A NÃO TER FUTURO’. Portanto, qualquer outra interpretação só interessa a quem quer me afastar dos amigos judeus. Já o perdão, é algo pessoal, nunca num contexto histórico como no caso do Holocausto, onde milhões de inocentes foram mortos num cruel genocídio”, disse o presidente na carta.

Na última quinta (11), durante encontro com evangélicos no Rio, Bolsonaro disse: “Fui, mais uma vez, ao Museu do Holocausto. Nós podemos perdoar, mas não podemos esquecer. E é minha essa frase: Quem esquece seu passado está condenado a não ter futuro. Se não queremos repetir a história que não foi boa, vamos evitar com ações e atos para que ela não se repita daquela forma”.

A declaração gerou polêmica em Israel, país do qual o presidente tem se aproximado. O presidente de Israel, Reuven Rivlin, publicou no sábado (13), em uma rede social, uma mensagem respondendo à declaração de Bolsonaro.

“Nós sempre iremos nos opor a aqueles que negam a verdade ou aos que desejam expurgar nossa memória -nem indivíduos ou grupos, nem líderes de partidos ou premiês. Nós nunca vamos perdoar nem esquecer”, escreveu Rivlin.

Folhapress