Por Esmael Morais

Datafolha: Apenas 11% acreditam que Bolsonaro beneficiará trabalhador

Publicado em 25/01/2019

Segundo pesquisa do Instituto Datafolha apenas 11% dos brasileiros acreditam que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) trará algum benefício para a classe trabalhadora. O levantamento foi feito no final do ano de 2018.

Os políticos aparecem à frente —21% dos brasileiros esperam ver o setor como o mais beneficiado. Em seguida, vem a indústria, com 18%.

Bancos e agricultores figuram com 13% e 12%, respectivamente. Tecnicamente, estão empatados com os trabalhadores, já que a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.A perspectiva para os segmentos de serviços (9%)e de comércio (8%) foi ainda mais pessimista.

O levantamento foi realizada nos dias 18 e 19 de dezembro em 130 municípios do país.

As promessas de campanha de Bolsonaro incluíam medidas impopulares entre os trabalhadores, como a intensificação da reforma trabalhista —com a chamada “carteira verde e amarela”, que teria menos diretos.

Para defensores da flexibilização das regras, essa seria uma forma de aumentar o número de vagas no país.

Entre os eleitores que declararam voto no atual presidente, a porcentagem dos que acham que trabalhadores serão os mais privilegiados ficou acima da média, em 17%. No caso dos que votaram no petista Fernando Haddad, que perdeu o segundo turno para Bolsonaro, foi de 3%.

A taxa não tem variações significativas nos recortes por sexo ou renda familiar. A principal diferença de percepção é entre as regiões do país: no Sul, 22% acham que os trabalhadores serão os maiores beneficiados, taxa que cai para 6% no Nordeste.

Para 12% dos brasileiros, a percepção é a oposta, e a expectativa é que os trabalhadores serão os mais prejudicados durante a gestão Bolsonaro. Essa porcentagem é maior entre os moradores do Nordeste (19%). Os setores de serviços (14%), agricultura (14%) e comércio (13%) também estão na lista de expectativa negativa, tecnicamente empatados com os trabalhadores.

Quem lidera a lista é a classe política. Para 24%, o setor será o mais prejudicado.

Essa percepção é mais forte entre os homens (29%), os mais ricos, com renda acima de dez salários mínimos (34%), moradores do Sul do país (29%) e eleitores declarados de Bolsonaro (38%).

*Com informações da Folha de São Paulo