Bolsonaro, xenófobo, anuncia revogação do pacto de migração da ONU

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou esta noite que irá revogar o pacto pela migração da ONU, durante uma transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Para o presidente eleito, é preciso maior rigor na fiscalização da entrada de estrangeiros no país. Ele citou os franceses, que, segundo ele, têm que lidar com os costumes dos migrantes.

O Pacto pela Migração da ONU foi assinado no ano passado por Michel Temer e outros 150 chefes de países.

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Além da pauta xenófoba, o capitão reformado do Exército aproveitou o espaço para abrir fogo contra os jornais Folha de S. Paulo e O Globo.

De acordo com Bolsonaro, a Folha mentiu ao afirmar que a primeira-dama Michelle teria pedido a remoção de obras sacras do Palácio Alvorada.

Sobre O Globo, o presidente eleito mirou no jornalista Lauro Jardim que teria atribuído à primeira-dama compras numa boutique de grife chamada “Magrela”.

O futuro presidente de extrema-direita reafirmou os “desconvites” para os presidentes de Cuba e Venezuela para a sua posse. “O ditadores cubano e venezuelano não foram convidados. Afinal é uma festa da democracia”, disse.

Segundo Bolsonaro, dos 200 médicos cubanos expulsos do Brasil eram espiões a serviço da ditadura da ilha caribenha e a serviço do PT.

O presidente eleito também leu notícias contrárias aos petistas, dentre as quais sobre uma empresária que supostamente recebeu dinheiro para impulsionar notícias do partido.

Na transmissão desta noite sobrou ainda para o ativista italiano Cesare Battisti, foragido depois de decretada a extradição, e para os índios da Reserva Raposa Serra do Sol.

Assista ao vídeo:

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