Fuga de Bolsonaro de debates antecipa a morte da TV no Brasil

Assim como morreram os jornais impressos no Brasil e no mundo há, também, previsão da morte do rádio e da televisão. A tendência é que as pessoas se informem cada vez mais pelos smartphones e os conteúdos produzidos por uma variedade de veículos, como o Blog do Esmael, enfim, quebrando a lógica do monopólio da radiodifusão tal qual a que conhecemos hoje.

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Dito isto, a fuga do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) do último debate do 1º turno na TV Globo e o primeiro confronto deste segundo turno, na TV Bandeirantes, antecipa a morte da TV porque comprova que ela [veículo] é dispensável em uma disputa pela Presidência da República. Mostra que a velha mídia já não é mais a mesma e que o leão perdeu seus dentes. Não tem mais importância na luta de ideias.

Há alguns anos atrás seria inimaginável um candidato ao Palácio do Planalto “amarelar” em um debate televisivo. A emissora defenestraria o fujão e o pretendente ao cargo de presidente estaria fadado à derrota. Agora o mundo mudou. Na era do WhatsApp, o leão virou um gatinho.

Bolsonaro não só matou a velha mídia, ao privilegiar as redes sociais em detrimento da Globo et caterva, como desenha uma “nova ordem” com a TV Record — do Bispo Edir Macedo, da igreja Universal do Reino de Deus — caso vença a eleição deste segundo turno.

Quer mais dado sobre a agonia da TV no Brasil? A derrotada campanha presidencial de Geraldo Alckmin (PSDB), apoiada pela velha mídia.

O tucano tinha mais da metade do tempo de TV, mas ficou em quarto lugar com 4,78% dos votos. O candidato que tinha o menor tempo na propaganda eleitoral, Jair Bolsonaro, apenas 8 segundos, chegou em 1º lugar com 46% das intenções de voto.

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