Servidores iniciam vigília e acampamento pela data-base no Centro Cívico nesta segunda

Nesta segunda-feira (11), o funcionalismo público do Paraná se reunirá a partir das 10 horas, em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico de Curitiba (PR). O Fórum das Entidades Sindicais (FES), que reúne os sindicatos do funcionalismo estadual, cobra do governo estadual o cumprimento da data-base. As entidades farão uma vigília e prometem organizar um acampamento no Centro Cívico para pressionar a governadora Cida Borghetti.

Segundo o FES, “a dívida do governo do Paraná está acumulada. Hoje, em todo Estado, mais de 300 mil servidores(as) públicos(as) recebem 12% menos do que deveriam. A defasagem salarial, somada ao descaso dos últimos anos da gestão administrativa, não pode passar como se nada estivesse acontecendo. É a classe trabalhadora e os serviços prestados diariamente à população, seja na questão da educação, saúde, segurança e outras de necessidades básicas, sendo desvalorizados”.

Na última semana, dirigentes de entidades que compõem o FES percorreram gabinetes de deputados(as) apresentando estudos que confirmam que o Estado tem condições de pagar a data-base aos(às) servidores(as) do Poder Executivo, garantindo assim o mesmo direito dos(as) servidores(as) dos outros poderes.

Já foram aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), as mensagens de Lei dos reajustes dos(as) servidores(as) do Legislativo (PL 304/18), da Defensoria Pública (PL 297/18), do Tribunal de Contas (PL 311/18), do Ministério Público e da Procuradoria-Geral do Estado (PL 298/18), e do Tribunal de Justiça (PL 299/18). Contraditório a isso, a governadora Cida Borghetti (PP) ainda não encaminhou para a Alep a mensagem com o projeto da data-base dos(as) servidores(as) do Poder Executivo.

O presidente da APP, professor Hermes Leão, destaca a importância da participação de todos(as) os(as) servidores(as) nas atividades programadas pela cobrança de direitos. “Corrigir a data-base e revisar o corte salarial dos contratados no regime PSS são prioridades absolutas na pauta da educação e esforços do nosso Sindicato. O calendário eleitoral impõe que o governo resolva a situação dos servidores e servidoras dentro do prazo. Portanto, temos que  avançar na situação salarial”.

*Com informações e foto da APP-Sindicato