Educadores em “estado de greve” no Paraná

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O governador do Paraná Beto Richa (PSDB) deverá se despedir do Palácio Iguaçu (sede do governo estadual), em 1º de abril, sob mais uma greve dos 100 mil educadores distribuídos em 2,1 mil escolas. Motivos é que não faltam para que ocorra a paralisação do magistério a partir de março.

A APP-Sindicato marcou uma nova assembleia geral da categoria para daqui um mês, no dia 3 março, quando avaliará a deflagração do movimento por tempo indeterminado. O ano letivo de 2018 começará no dia 19 de fevereiro, mas já em “estado de greve”.

Os educadores preferiram começar as aulas para explicar os motivos da greve aos alunos, pais e às comunidades nos 399 municípios paranaenses.

Na próxima segunda-feira (5), a APP promoverá uma manifestação em frente ao Palácio Iguaçu, no Centro Cívico, em Curitiba, para relembrar duas ocupações na Assembleia Legislativa do Paraná ocorrida no ano de 2015. Na época, os educadores reivindicavam reposição da inflação no salário e contra o confisco da poupança previdenciária de R$ 8 bilhões dos servidores públicos estaduais.

Três anos depois de protestos, massacres e calotes, a pauta de reivindicações dos educadores aumentou. Veja abaixo:

* Reajuste salarial – Data Base e Piso Salarial.
* Resolução de distribuição de aulas (15/2018) – pelo cumprimento da lei da jornada 1/3 hora-atividade e não ao ataque às licenças legais e ao direito de greve.
* Contra a redução de salários dos(as) educadores(as) PSS.
* PDE – Edital imediato e reconhecimento de mestrado e doutorado para fins de avanço na carreira.
* Equiparação do vale transporte, reajuste do vale alimentação e pagamento do salário mínimo regional para funcionários(as).
* Concurso Público para funcionários(as) de escola.
* Não à militarização, autarquização, terceirizações de escolas.
* Não ao fechamento de turmas, turnos e escolas.
* Contra a aprovação da Lei da Mordaça (Escola sem partido).
* Ação junto ao Ministério oferecendo denúncia contra o fechamento de turmas, turnos e escolas.

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