A morte do Facebook

A Folha de S. Paulo anunciou nesta quinta (8) que deixou de publicar suas matérias jornalística no Facebook. Em tom de editorial, o jornalão rogou praga na rede social de Mark Zuckerberg e sugeriu que o aplicativo virou um disseminador de fake news (notícias falsas) por utilizar um algoritmo que esconde os conteúdos profissionais dos usuários da rede.

Em novembro de 2017, o Blog do Esmael foi pioneiro ao anunciar a política de “dependência zero” das redes sociais tais como Facebook, Twitter, Instagram, Google, etc., ao defender a criação do “Facebras 100% brasileiro“.

O caso da Folha não é inédito, portanto, reservadas as proporções (por enquanto). É a política de Zuckerberg que passou a privilegiar conteúdos de interação pessoal, de grupos familiares e afins, por exemplo, dificultando a sinergia de informações entre as tribos.

Segundo a Folha, a criação de bolhas de opiniões e convicções seria território fértil para o ódio no Facebook. “Esses problemas foram agravados nos últimos anos pela distribuição em massa de conteúdo deliberadamente mentiroso, as chamadas ‘fake news’, como aconteceu na eleição presidencial dos EUA em 2016”, justifica o jornalão dos Frias, que afirmar ter 5,95 milhões de seguidores na rede.

O fato é que o Facebook está fadado à morte porque esta rede social tende a perder cada vez mais relevância. Há várias previsões sobre a data do falecimento do aplicativo de Zuckerberg, que variam de 2018 a 2020.

Nascido em 2004, o Facebook pode ter um fim trágico como teve o Orkut.

O Orkut foi a rede social pioneira no mundo que, só no Brasil, tinha 30 milhões de usuários em 2011. Ela surgiu em 2004 e faleceu em 30 de setembro de 2014. Foi a joia da coroa do Google por dez anos, mas vingou mais aqui na Terra de Santa Cruz e na Índia.

Ao restringir conteúdos para guetos o Facebook palmilha os mesmos passos do Orkut, que era tido como uma rede social de “pobre”. Já a criação de Mark Zuckerberg seduziu a classe média brasileira — e do mundo — e por isso monopolizou a troca de mensagens.

Se o “queridinho” Facebook suplantou em 2012 o Orkut em número de usuários no Brasil, o que acelerou a desativação do concorrente da Google, agora, seis anos depois, muitos desses aficionados se dizem com o “saco cheio” do Facebook.

Portanto, ao que parece, o fim está muito próximo.