Requião adverte: “O judiciário não pode escolher o próximo presidente da República”

Compartilhe agora!

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), em mensagem de Ano Novo publicada nas redes sociais, advertiu que o próximo presidente República não pode ser escolhido por uma pequena parte do Ministério Público nem por alguns juízes. “Tem que ser escolhido pelo voto direito do povo brasileiro.”

“A linha de corte é assegurar democraticamente a candidatura do Lula. À margem de chicanas judiciais inaceitáveis”, disse ao pedir união nacional para renovar o Congresso Nacional e o executivo nas eleições deste ano.

O parlamentar dirigiu a mensagem em formato de manifesto ao Brasil e ao Paraná, estado pelo qual foi eleito, denunciando que a intenção do atual governo é destruir o estado social. Segundo Requião, Michel Temer garantiu sua vontade em 2017 comprando votos no Congresso Nacional. “Tudo festejado pela imprensa”, indignou-se.

No vídeo (assista abaixo), o senador convocou os brasileiros de boa-fé a irem dia 24 de janeiro a Porto Alegre, no julgamento de Lula, para garantir a democracia e eleições livres no país.

Leia a íntegra da mensagem-manifesto de Requião para 2018:

Minha mensagem é de luta, de resistência.

Se não nos juntarmos numa luta de esperança para renovar o Congresso Nacional, renovar o executivo, mudar a situação política no paraná, enfrentaremos uma guerra fratricida de consequências imprevisíveis.

É nosso dever, como homens e mulheres, comprometidos com o bem comum, derrubar as leis, os decretos e as portarias absurdas. Infames mesmo. Da usurpação do governo. Isso tudo pode ser feito mediante um referendo revogatório na primeira oportunidade.

O impeachment de Dilma foi um erro histórico, mas os que de boa-fé erraram poderão engrossar a unidade solidária dos brasileiros em defesa do estado social, da soberania nacional.

A linha de corte é assegurar democraticamente a candidatura do Lula. À margem de chicanas judiciais inaceitáveis.

Quem tem que julgar isso e decidir os caminhos do Brasil é o nosso povo, através do voto universal e direto para presidente da República.

Asseguro aos brasileiros, se escolherem acertadamente os seus líderes, sem a odiosa discriminação que as classes dominantes e elites dirigentes nutrem pelo mais popular de nossos presidentes na história, poderemos no curto prazo um plano econômico que poderá tirar o Brasil da crise de renda e de desemprego. O contrário disso será o caos.

Completamos três anos de contração e estagnação da economia. O povo não suporta mais as consequências disso na forma de desemprego e queda de renda.

Minha revolta cívica com a situação em que nos encontramos é uma revolta similar a da maioria dos brasileiros.

Essa crise já deveria ser superada, mas a obsessão do governo é implantar o neoliberalismo no Brasil até as últimas consequências, mediante redução dos gastos públicos, redução do espaço público na economia e na sociedade, ampliação do espaço do setor privado nacional e internacional (capital financeiro).

O governo, através de uma escalada de privatizações e do achatamento dos salários, não tem tempo de governar para o crescimento, para o emprego e para a renda. O nosso desafio, em 2018, é reverter esse caminho. E o caminho é uma eleição presidencial direta e o povo escolhendo seus destinos e definindo quem será o presidente da República.

O presidente não pode ser escolhido por uma pequena parte do Ministério Público nem por alguns juízes. Tem que ser escolhido pelo voto direito do povo brasileiro. Isso minha gente, se chama democracia. Até dia 24 de janeiro em Porto Alegre.

Compartilhe agora!

Comments are closed.