Por Esmael Morais

Bolsonaro e lava jato desfalcados na tríplice fronteira com prisão de vereador

Publicado em 17/01/2018

O vereador Dr. Brito (PEN/Patriota), de Foz do Iguaçu, foi preso nesta terça-feira (16) na oitava fase da Operação Pecúlio deflagrada pela Polícia Federal. Ele é suspeito de fraudar e direcionar licitações na saúde. A súbita prisão desfalcou na tríplice fronteira o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ), o Movimento Brasil Livre (MBL), bem como a lava jato, haja vista que o parlamentar é um ardoroso defender do juiz Sérgio Moro.

Dito isto, o leitor deve estar a pensar que o magistrado da lava jato anda sempre em má companhias. Vários apoiadores de Moro caíram nos últimos tempos por envolvimento com corrupção. O caso mais emblemático é o do senador Aécio Neves (PSDB-MG), flagrado em fotografias com o juiz e, logo após, em gravações pedindo propina para a JBS. Outro não menos simbólico é o ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB), denunciado pelo Ministério Público em virtude de envolvimento com a Máfia da Merenda.

A lista de envolvidos com corrupção que fazem parte do universo político de Sérgio Moro não para por aí. Ele costuma se confraternizar com tucanos investigados por corrupção na própria lava jato, dentre os mais famosos Michel Temer.

Voltemos ao caso do vereador Dr. Brito, de Foz do Iguaçu. O parlamentar é acusado pelo MP de ser o líder e o principal beneficiário do esquema criminoso que desgraça a Saúde. O diabo é que ele, o vereador, é da cepa moralista, ou melhor, falso moralista, que prega a “Escola Sem Partido” e a prisão de Lula. Também é um dos principais cabos eleitorais de Bolsonaro.

A prisão do vereador iguaçuense corrobora com a forte opinião do professor de História João Fernandes Barros, de Maringá (PR), no último sábado (13), segundo qual não passam de “corruptos” de verde e amarelo, ao comentar a participação de manifestantes na cidade em defesa de Sérgio Moro e pedindo a condenação de Lula.

Que este episódio do vereador preso em Foz, somado a outros apoiadores de Moro também envolvidos em falcatruas, sirva de pedagogia aos desavisados: a lava jato não foi criada para combater a corrupção, mas sim para perseguir politicamente o PT e inviabilizar a candidatura de Lula.