PT vai às ruas nesta terça contra corrupção de Beto Richa na Operação Quadro Negro

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O ex-deputado Dr. Rosinha, presidente estadual do PT, vai liderar um movimento nesta terça-feira (12) contra o governador Beto Richa (PSDB), que é investigado no âmbito da Operação Quadro Negro. O esquema consistiu em simular construção de escolas para desviar dinheiro público para campanhas eleitorais do tucano e de aliados na Assembleia Legislativa, segundo o Ministério Público.

Os petistas realizarão atos políticos em diversas cidades do estado em que obras fraudadas são investigadas pela Operação Quadro Negro.

Na capital paranaense, de acordo com o PT, a manifestação se dará em dois tempos. O primeiro ocorrerá às 11h no Colégio Estadual Amâncio Moro, no bairro Jardim Social, única das escolas investigadas na Operação Quadro Negro que foi 100% concluída. Entretanto, o Ministério Público apontou que houve superfaturamento na construção, que possui bancos quebrados, vazamentos e materiais de baixa qualidade.

O segundo tempo dos protestos em Curitiba está marcado para 17h, na tradicional Boca Maldita.

Dr. Rosinha disse que o ato tem como objetivo cobrar do Ministério Público agilidade no processo de investigação.

“Todas as autoridades envolvidas precisam ser investigadas e punidas. O Paraná tem a educação pública totalmente abandonada. Por isso nós estamos fazendo o ato, para que se aprofunde rapidamente as investigações”, afirmou o dirigente petista. “O ato também é um protesto contra Beto Richa, pois precisamos de educação pública de qualidade, tanto no atendimento à população quanto aos salários dos funcionários”, ressaltou.

O Blog do Esmael registrou em primeira mão, no início de junho de 2015, o escândalo e a consequente queda da cúpula da Educação do Paraná na época.

A Operação Quadro Negro

Das sete obras investigadas na primeira fase da Operação Quadro – que apura desvios de dinheiro público na construção e reforma de colégios no Paraná – seis estão paradas.

Todas as licitações foram vencidas pela Construtora Valor que recebeu o dinheiro, mas não entregou as obras. Mais de R$ 20 milhões foram desviados. O dono da construtora, Eduardo Lopes de Souza, fechou colaboração premiada, e apontou que o dinheiro abastecia a campanha de reeleição do governador Beto Richa (PSDB).

Segundo o delator, o então superintendente de Educação, Maurício Fanini, esperava arrecadar R$ 32 milhões com os desvios. Além disso, Lopes de Souza apontou envolvimento do chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB) e do deputados Ademar Traiano (PSDB) e Plauto Miró (DEM).

Nova fase da Operação Quadro Negro

Ainda com o processo da primeira fase em andamento, a Operação Quadro Negro ampliou a investigação. A nova fase atinge outras 13 construtoras. São pelo menos outros 18 colégios de diversas regiões do Paraná vítimas dos desvios e do descaso com a educação.

Delação premiada

O k-suco ferveu para Beto Richa após detalhes da delação de Maurício Fanini, amigo do tucano, vir à tona. O delator disse à Procuradoria-Geral da República que recebeu propina para proteger o governador do PSDB das investigações na Operação Quadro Negro.

SERVIÇO
CURITIBA – Ato em defesa da Educação – Aula pública: Cadê o dinheiro roubado da educação?
11h – Colégio Estadual Amâncio Moro
17h – Boca Maldita

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