‘Kátia não será expulsa nem suspensa do PMDB, por falta de legalidade’, diz Requião

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) afirmou nesta quinta (17) que não há amparo legal para expulsar nem suspender ele e a senadora Kátia Abreu (PMDB-PR) do partido.

Quanto à questão de Kátia, segundo explicou Requião, há apenas uma “recomendação” de suspensão da parlamentar das atividades no PMDB. “Mas isso ainda precisa passar pelo crivo da executiva nacional do partido”, disse, para então emendar: “dificilmente passaria essa excrescência”.

De acordo com Requião, o pedido de expulsão de ambos — dele e de Kátia — partiu de um ‘réu por participação em organização criminosa‘ que é usado como “laranja” do senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Em sua defesa na Comissão de Ética, Kátia Abreu bateu pesado ao indagar “por que nunca puniram nenhum filiado condenado e preso por crimes graves como corrupção e formação de quadrilha?”. Evidentemente, ela se refere a Michel Temer, Romero Jucá et caterva.

Na mesma linha segunda qual a melhor defesa é o ataque, Requião protocolou ontem (16) pedido de expulsão do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso desde outubro de 2016, e do presidente nacional do PMDB, Romero Jucá, investigado pela lava jato no STF.

Nesta quarta (16), chegou-se a falar que a senadora tinha sido expulsa do partido. A informação truncada foi vazada à imprensa pela JPMDB, autora do pedido de expulsão, haja vista que a defesa de Kátia perdera o prazo para a contestação das “acusações” contra a parlamentar.

Afinal, que “crimes” cometeram Requião e Kátia?

Nenhum. Eles simplesmente tiveram posições idênticas e contrárias à reforma trabalhista e opinaram favoravelmente à investigação de Michel Temer, no STF, por corrupção passiva acerca das gravações de Joesley Batista, dono da JBS, à luz da mala recheada com R$ 500 mil de propina.

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