Arrecadação de R$ 20 bi no ‘Sistema S’ continua intocável mesmo com reforma trabalhista

Publicado em 16 julho, 2017
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A reforma trabalhista só teve atingiu aos trabalhadores e algumas de suas entidades representativas, os sindicatos, pois a arrecadação compulsória no ‘Sistema S’, as entidades patronais, mantiveram intocável a arrecadação compulsória estimada em R$ 20 bilhões ao ano.

Antes da votação da reforma trabalhista pelo Congresso, as centrais sindicais de trabalhadores fizeram campanha em outdoors denunciando que esse valor chegava a R$ 30 bilhões.

Essa dinheirama no ‘Sistema S’ — leia-se Sesi e Senai — é oriunda de parte do salário dos empregados cujo percentual varia entre 0,2% e 2,5% descontados na folha de pagamento, relata a Folha neste domingo (15).

Parte desses recursos arrecadados compulsoriamente nos salários dos trabalhadores foi utilizada pelo ‘Sistema S’ para a campanha pelo impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff (PT). Portanto, é lícito falar que o patronato bancou o golpe de Estado com dinheiro que não lhe pertencia.

Por causa dessas estripulias políticas com dinheiro alheio, o ‘Sistema S’ é alvo de pedido de investigação no Senado da República.

O ‘Sistema S’ também fora denunciado por fazer especulação com o dinheiro dos trabalhadores na bolsa de valores.

Entretanto, a reforma trabalhista retirou o imposto sindical das organizações de defesa dos trabalhadores. Há a promessa de compensação da perda de arrecadação aos representantes da classe laboral, mas, é fato, os R$ 20 bilhões ou R$ 30 bilhões do ‘Sistema S’ continuam intocáveis dentro de uma caixa preta embora se trate de recursos públicos.

É bom fazer um registro que o imposto sindical não é um consenso nas centrais sindicais. Os sindicatos ligados à CUT, por exemplo, devolvem o valor aos trabalhadores de sua base.

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