Arrecadação de R$ 20 bi no ‘Sistema S’ continua intocável mesmo com reforma trabalhista

A reforma trabalhista só teve atingiu aos trabalhadores e algumas de suas entidades representativas, os sindicatos, pois a arrecadação compulsória no ‘Sistema S’, as entidades patronais, mantiveram intocável a arrecadação compulsória estimada em R$ 20 bilhões ao ano.

Antes da votação da reforma trabalhista pelo Congresso, as centrais sindicais de trabalhadores fizeram campanha em outdoors denunciando que esse valor chegava a R$ 30 bilhões.

Essa dinheirama no ‘Sistema S’ — leia-se Sesi e Senai — é oriunda de parte do salário dos empregados cujo percentual varia entre 0,2% e 2,5% descontados na folha de pagamento, relata a Folha neste domingo (15).

Parte desses recursos arrecadados compulsoriamente nos salários dos trabalhadores foi utilizada pelo ‘Sistema S’ para a campanha pelo impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff (PT). Portanto, é lícito falar que o patronato bancou o golpe de Estado com dinheiro que não lhe pertencia.

Por causa dessas estripulias políticas com dinheiro alheio, o ‘Sistema S’ é alvo de pedido de investigação no Senado da República.

O ‘Sistema S’ também fora denunciado por fazer especulação com o dinheiro dos trabalhadores na bolsa de valores.

Entretanto, a reforma trabalhista retirou o imposto sindical das organizações de defesa dos trabalhadores. Há a promessa de compensação da perda de arrecadação aos representantes da classe laboral, mas, é fato, os R$ 20 bilhões ou R$ 30 bilhões do ‘Sistema S’ continuam intocáveis dentro de uma caixa preta embora se trate de recursos públicos.

É bom fazer um registro que o imposto sindical não é um consenso nas centrais sindicais. Os sindicatos ligados à CUT, por exemplo, devolvem o valor aos trabalhadores de sua base.

4 Comentários

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  1. Em 2016 foi proposto uma CPI no sistema ‘S, mas não andou até agora.
    Nos anos 90 foi proposto tbm, ms terminou em pizza.

    Pra onde vai o dinheiro investido nesse sistema pelo federal?
    Porque não prestam conta pra ninguém?
    Se estão querendo cortar gastos, porque não mexem nos setores da caixa preta?
    Se foi confirmado a sonegação de 18 bilhões, porque não investigar?

    Não são os sindicatos que estão alertando, mas foi denunciado ainda em 2015, e a Fiesp agiu como loby para deputados que eram a favor da CPNF, porque?
    Porque a CPMF evita a sonegação.

    Nada mudará no país, cortam os pequenos, prendem os pobres, e os corruptos de carteirinha continuarão roubando.

    Esse é um assunto que tem que ser divulgado na sociedade, porque muitos desconhecem. Is espertos jogam na sociedade que o imposto sindical é o problema, enquanto eles nadam em dinheiro, desviam a finalidade e não são investigados.

  2. Pois é! Antes ninguém falava nesse tal Sistema S porque as empresas mordiam os trabalhadores de um lado e os sindicatos do outro. Agora que secou a teta de um lado os outros sanguessugas se insurgiram.
    No fundo todo mundo quer sugar o já minguado salário do pobre empregado. Resumindo a ópera, é tudo farinha igual só que em sacos diferentes. Quem paga é sempre o assalariado.

    • E graças a Deus um dos lados abrem a boca.
      Quem não sabia desse sistema ‘S é porque nunca leu sobre o assunto, ou vc acha que o Sesi e Senai são privados?
      Estado mínimo que eles pregam são para o povo, mas para empresas é máximo, tudo enganação desses liberais.

      A CUT desde os anos 90 rejeita o imposto sindical e pede menos representações por estado, mas nunca foi ouvida.
      No inicio dos anos 2000 um deputado quis fazer a reforma sindical, e com isso muitos sindicato foram extintos, mas não foi adiante.

      Seria mais adequado uma reforma sindical antes da trabalhista, seria coerente.
      Temos que separar o joio do trigo. Não podemos acabar com tudo, mas peneirar para funcionar.