No tempo do PT não era assim: Temer escolhe o segundo colocado para a PGR

Publicado em 28 junho, 2017
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Contrariando a praxe inaugurada pelos governos do PT, de escolher o mais votado na lista tríplice, o ilegítimo Michel Temer anunciou nesta quarta-feira (28) a nomeação da subprocuradora-geral da República Raquel Dodge para a Procuradoria-Geral da República.

Entre os procuradores do Ministério Público Federal, o vice-procurador eleitoral Nicolao Dino, irmão do governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB), foi o mais votado, obtendo nesta terça 621 votos, mas acabou preterido ante a escolha de Dodge, que recebeu 587 votos na consulta da Associação Nacional dos Procuradores da República.

A escolha da segunda coloca agudizará a guerra travada entre Temer e PGR, que esta semana o denunciou por corrupção passiva a partir da delação de Joesley Batista, dono da JBS. Há, ainda, a caminho, outras denúncias contra o Tinhoso.

O mandato de Janot vai até setembro próximo.

Vendetta

O desrespeito à vontade dos procuradores expressa na lista tríplice da ANPR é uma evidente vendetta de Michel Temer.

No começo deste mês, vice-procurador eleitoral preterido defendeu no início do mês, no TSE, a cassação de Temer por “abuso político e econômico” na campanha de 2014. Ele foi candidato do atual chefe da PGR, o procurador Rodrigo Janot, considerado o principal “inimigo” pelo Palácio do Planalto.

Quem é Raque Dodge

Bacharel em Direito pela UnB e mestre em Direito pela Universidade Harvard, a subprocuradora já havia disputado a vaga em 2015, quando ficou em terceiro lugar. Ingressou no MPF em 1987, atuou nos processos do “mensalão do DEM” no Distrito Federal e hoje é membro suplente da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, responsável por temas envolvendo consumidor e defesa da ordem econômica.

Ela também integrou a 6ª Câmara (populações indígenas e comunidades tradicionais), na época de sua implantação, e comandou a 2ª Câmara (criminal) até 2014, período em que o MPF passou a investir em ações penais contra agentes de repressão no regime militar.

Com informações do CONJUR

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