Richa admite “recuar” de maldade contra servidores e educadores; enquanto isso, greve avança forte para o 4º dia

educacao_rossoniO governador Beto Richa (PSDB) poderá retirar a mensagem 403, na Assembleia Legislativa, que revoga a data-base dos 250 mil servidores do Paraná. O chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB), pediu até ao meio dia desta quinta (20) para bater o martelo na reivindicação dos grevistas, que impuseram isso como condição para continuar conversando com o tucanato.

O governo Richa havia fincado posição — até momentos antes do final da audiência pública com o fórum de servidores — que só suspenderia a tramitação da maldade. Rossoni condicionou a retirada da sacanagem à volta dos grevistas ao trabalho e avisou que a reapresentará em 30 de novembro, se as negociações não avançarem.

Richa não quer pagar os servidores públicos de jeito nenhum. Embora tenha dinheiro, o governo formou convicção de que deve dar calote na data-base de janeiro — que é a reposição inflacionária deste ano, conforme acordo e lei que pôs fim à histórica greve de 2015.

Na educação, que hoje teve adesão de 70%, a tendência é que alcance os 80% da participação de professores e funcionários de escolas. No interior do estado, há regiões com 100% dos estabelecimentos de ensino parados. No entanto, em Curitiba, esse índice é menor, mas também aumenta graças às ocupações dos estudantes.

A paralisação na Polícia Civil, segundo o sindicato da categoria, é de 100%. Apenas o registro de boletim de ocorrência está mantido. E, sexta-feira (21), os servidores do judiciário realizam assembleia para engrossar o movimento paredista.

Segunda a APP-Sindicato, as projeções do Dieese para a arrecadação do governo do estado são otimistas e as do governo são pessimistas. Então, sugere a entidade, que a discussão sobre o cumprimento do acordo seja estabelecida em números concretos e factíveis.

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