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Delação de doleiro ligado a Cunha pode implodir 300 picaretas no Congresso

do Brasil 247

cunha_temer_renan_funaroA prisão do empresário Lúcio Funaro, ocorrida na manhã desta sexta (1º), pode implodir a Câmara dos Deputados. Isso porque Funaro foi o principal aliado de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na sua eleição para a presidência da Câmara dos Deputados e conhece, na palma da mão, cada um dos parlamentares da base aliada de Michel Temer (PMDB).

Funaro já fez delação premiada no processo do mensalão, quando era acusado de operar para Valdemar Costa Neto, do PL. Caso repita a dose, ele poderá implodir praticamente todo o PMDB, assim como os partidos do chamado Centrão.

O empresário foi acusado de arrecadar, para Cunha, recursos ilícitos por meio de financiamentos do FI-FGTS. Tais recursos, segundo se suspeita, seriam usados para manter a base parlamentar de Eduardo Cunha, por meio de pagamentos regulares e doações de campanha. Com isso, ele controlava cerca de 55% dos votos da casa e conseguiu aprovar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Se Funaro decidir contar o que sabe, haverá a implosão do parlamento brasileiro.

Leia mais sobre a prisão de hoje:

Lava Jato prende Funaro, braço direito de Cunha

247 – A Polícia Federal deflagrou uma nova ação da Lava Jato na manhã desta sexta-feira (1º). Um dos alvos é o empresário Lucio Funaro, ligado ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB), que foi preso em São Paulo.

A ação é baseada em delações premiadas de Fabio Cleto, ex-Caixa Econômica Federal, e Nelson Mello, ex-executivo do grupo Hypermarcas.
Além disso, há mandados de busca e apreensão nas empresas do grupo JBS Friboi.

Em depoimento, Cleto confirmou a existência de pagamentos de propina ao presidente afastado da Câmara em troca da liberação de verbas do fundo de investimentos do FGTS, por intermédio de Funaro.

Em um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar Cunha, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que aliados do presidente da Câmara afastado apresentaram mais de 30 requerimentos de convocação, solicitação de documentos e pedidos de auditorias em diversas comissões da Casa, inclusive na CPI da Petrobras, para pressionar o grupo empresarial Schahin e beneficiar o doleiro Lucio Funaro.

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