Curitiba pode se redimir domingo 31 indo em massa às ruas contra o golpe de Temer

fora_temer_curitibaParadoxalmente, a “República de Curitiba” poderá mobilizar mais proporcionalmente que o resto do país. Até agora, conforme monitoramento nas redes sociais, cerca de 20 mil pessoas confirmaram presença no “Fora Temer” deste domingo, dia 31, cuja concentração será às 15 horas na Praça 19 de Dezembro (Praça da Mulher Nu).

A manifestação é “paradoxal” porque nos últimos dois anos alguns curitibanos batiam no peito ao dizer que moravam na “República de Curitiba” – a capital da Lava Jato – e dividiam os mesmos espaços com o juiz federal Sérgio Moro. A velha mídia reverberava isso com gosto, como se verdade fosse.

O diabo é que chegou o golpe e trouxe na garupa o interino Michel Temer (PMDB). Seu governo provisório está recheado de corruptos que fazem [até] alguns integrantes do governo afastado, que foram acusados de malfeitos, parecerem coroinhas prestes a entrar no reino dos céus.

Emoções e paixões à parte, Temer ensaia um governo de desnacionalização jamais visto. Sua política neoliberal planeja 14 milhões de desempregados até dezembro deste ano, ou seja, 15% da População Economicamente Ativa (PEA). Esse índice ultrapassa – e muito – aquele período tenebroso de FHC.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), convertido em garoto-propaganda da manifestação antigolpe em todo o país, disse que a precarização do trabalho e da economia poderão fazer o Brasil viver, em breve, a violência que está vivendo a Europa.

“Entre Temeridades e Meireladas trazem para nosso Brasil a luta de classes e a violência que a Europa tem vivido. 31 diga não!”, tuitou o parlamentar, sem esquecer de dar uma sabugada em Temer e em seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Dois eventos públicos massivos ocorridos recentemente dão mostras de que Curitiba quer se redimir da pecha de capital mais conservadora – e atrasada do país. O primeiro diz respeito à falsa unanimidade em torno de Moro. Em março, por exemplo, ele foi hostilizado por 30 mil manifestantes que gritavam nas ruas “1, 2, 3… Moro no xadrez”. Em junho, novamente, o juiz foi escrachado ao cruzar um protesto em frente à UFPR, quando fora chamado de “tucano” e “golpista”.

Para acabar de vez com a lenda de que Curitiba é a capital de combate à corrupção, basta lembrarmos que o governo de Beto Richa (PSDB) é o mais corrupto de toda a História do Paraná. Alguns parentes e vários amigos do tucano, que militavam no erário, foram presos justamente por haver o que não lhes pertencia.

O próprio Richa responde ações criminais da STJ em virtude de propina na Receita Estadual (Operação Publicano) e desvio de recursos da Educação (Operação Quadro Negro). Aliás, Richa e sua turma do “bem” integram o time dos “coxinhas” que pediam o impeachment de Dilma Rousseff.

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