Sob Michel Temer, Câmara e Senado chafurdam na lama da corrupção

cunha_temer_renan_votoO governo provisório de Michel Temer (PMDB), além de si, puxa para chafurdar na lama da corrupção o Senado e a Câmara. A promessa era de que tudo seria diferente. Não está sendo. Antes era Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que mergulhava no lodo. Agora também lhe faz companhia Renan Calheiros (PMDB-AL).

Na manhã desta terça-feira (31) duas informações capazes de implodir o Congresso Nacional, cujas líderes comandam o golpe de Estado: 1- depois de seis meses, Cunha teve o pedido de cassação do mandato formulado no Conselho de Ética da Câmara; e 2- Expedido Machado, filho do delator Sérgio Machado (PSDB), também aderiu à delação premiada da Lava Jato.

A situação mais grave — no sentido da urgência — envolve o senador Renan Calheiros e o interino Temer, pois Expedito Machado era o operador financeiro do PMDB a partir de Londres.

Segundo informações preliminares, a delação de Expedito, o Did, seria mais explosiva que as gravações que detonaram os ex-ministros Romero Jucá (PMDB-RR) e Fabiano Silveira, bem como comprometeram Renan e o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).

Cunha e Renan não são apenas sócios no planejamento do golpe, pois, eles o dirigem e o executam indicando ministros e afiliados a cargos-chave no governo provisório.

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