Por Esmael Morais

Impeachment já para Janot

Publicado em 15/05/2016

O parlamentar pede à PGR a suspensão dos efeitos da nomeação dos ministros investigados pela justiça que, até então, não possuíam prerrogativa de foro privilegiado.

Ação de Pimenta pede a revogação da nomeação dos seguintes ministros: Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), investigados na Lava Jato.

Além desses, têm ainda Romero Jucá, ministro do Planejamento, que responde a um inquérito sob suspeita de integrar a organização criminosa que atuou na Petrobras e outro, que é um desdobramento da Lava Jato, relacionado à corrupção na Eletronuclear.

Para o deputado do PT gaúcho, seria “incoerência” o Poder Judiciário adotar outra posição diante de casos idênticos ao de Lula. Pimenta utilizou argumentos do próprio Janot para representar contra os novos ministros.

Há ainda os políticos que integram o primeiro escalão do governo provisório citados na lista da Odebrecht e citados em delações na Lava Jato, tais como Eliseu Padilha (Casa Civil), Ricardo Barros (Saúde), José Serra (Relações Exteriores), Mendonça Filho (Educação), Bruno Araújo (Cidades), Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário) e Raul Jungmann (Defesa).

Como dito já nas primeiras linhas, há elementos mais do que suficientes de prevaricação do chefe do Ministério Público Federal, que é o procurador-geral da República, que descumpre o artigo 127 da Constituição Federal, cabendo, portanto, ao Senado da República, por maioria simples de voto, a destituição do Dr. Rodrigo Janot da função (§ 2º, art. 128, CF.). Eis a próxima batalha da agora oposição liderada pelo PT.