Coluna da Gleisi Hoffmann: Novos rumos para a Economia

Em sua coluna semanal, a senadora Gleisi Hoffmann fala da nomeação de Nelson Barbosa para coordenar a economia no governo federal.

Em sua coluna semanal, a senadora Gleisi Hoffmann (PT) fala da nomeação de Nelson Barbosa para coordenar a economia no governo federal. Segundo ela, inicia-se um novo momento para o governo que, apesar da crise econômica, pode trazer boas novidades. Leia, ouça comente e compartilhe.

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Gleisi Hoffmann*

A nomeação de Nelson Barbosa é um alento para aqueles que querem um Estado eficiente, e não mínimo. Para aqueles que acreditam que a vida está acima dos resultados financeiros, para os eleitores da presidenta Dilma, que fizeram uma opção consciente no projeto que ela representava e que, mesmo doendo reconhecer, ficaram frustrados com a mudança de rumo pós-eleição.

Sei das dificuldades que esperam Nelson Barbosa para recuperar a economia. Mas sei também de sua disposição, comprometimento e, acima de tudo, visão de país e de desenvolvimento. Nosso novo ministro não é perdulário, irresponsável financeiramente. Muito pelo contrário, com inegável espírito público, sabe que a sociedade tem limites na sua contribuição para com o Estado, por isso mesmo não é partidário de gastanças. Sabe os custos e as consequências de uma boa política social, assim como o impacto de uma exorbitante taxa de juros para as contas públicas e para a sociedade que a paga, principalmente quando sua elevação é ineficiente para combater a inflação.

O governo da presidenta Dilma teve importante vitória na semana que passou. O golpe, travestido de impeachment, foi contido. Prevaleceu a Constituição, a legalidade, a vontade dos eleitores quando depositaram o voto na urna. Agora precisa dar continuidade ao programa que a sagrou presidenta.

Essa conversa do mercado, de fazer ajustes em cima dos programas sociais, dos investimentos, da aplicação de recursos na educação, na saúde, não tem nada a ver com o que o povo quer e elegeu. Sempre podemos melhorar e eficiência das despesas públicas, mas isso é diferente de diminuí-las em nome de um ajuste que serve para pagar uma conta estratosférica de juros.

Nos primeiros nove meses deste ano, o déficit fiscal foi de R$ 416,7 bilhões, sendo R$ 408,3 bilhões com juros (98%) e R$ 8,4 bilhões (2%) de déficit primário.

É insustentável. O país não aguenta isso. Conhecemos as consequências do ajuste liberal feito pelo PSDB. Travou o crescimento do país, e está travando agora com medidas que privilegiam o ajuste de mercado. Falam de reformas, medidas duras, mas são os primeiros a fazerem discursos fáceis para atacar o governo. Votar contra o que sempre defenderam.

Um novo momento inicia-se para o governo. Tenho certeza de que a presidenta Dilma saberá estruturá-lo com o objetivo de atender àqueles que confiaram na sua palavra. Todos nós passamos por momentos difíceis. Muitas vezes, por pressão,  apostamos em soluções que não são as melhores. Errar é humano e faz parte do processo. Corrigir o erro e evitá-lo é compromisso inafastável para quem tem responsabilidade pública! Estamos juntos presidenta Dilma; estamos juntos Nelson Barbosa!

*Gleisi Hoffmann é senadora da República pelo Paraná. Foi ministra-chefe da Casa Civil e diretora financeira da Itaipu Binacional. Escreve no Blog do Esmael às segundas-feiras.

13 Comentários

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  2. Na economia não existe o caminho certa à esquerda ou à direta. O caminho é para frente. A dita “esquerda” falhou aqui e no mundo, pois a esquerda assumindo o poder viraram ditadores e da mesma forma corruptos. Que se acabem os regimes populistas e entrem os realistas. Que entrem os estadistas. Os partidos no Brasil estão falidos, viraram balcões de negócio. E todos dizem a mesma coisa, querem o bem do pobre, do povo, etc. Mas quando as suas brincadeiras econômicas para se manter no poder da errado, seja pt, psdb, pmdb, etc o que fazem é aumentar impostos. Ai na verdade que esta´solucionando o problema é o povo e não o governante.

  3. Novos rumos????

    Mais quem deu início e autorizou as pedaladas na economia,não foi este que agora assume como salvador da pátria??

    Tamo tudo F…. mesmo nas mãos desta cambada!!

    Eu já não topava aquele Levy,mais depois que estava vendo que ele era linha dura com a coitada da Dilma na intenção de colocar o país nos eixos até que aceitava suas imposições.

    Agora tá do jeito que esta palhaça da Dilma quer:

    Têm um fantoche nas mãos,não é a toa que os mercados reagiram negativamente a mudança.

    PORQUE DILMA NÃO MERECE CRÉDITO,PORQUE O QUE ELE FALA NÃO DÁ CONFIANÇA NEM AO PAI DELA ,O LULA.

    PARA PIORAR TÁ CONTANDO COM O OVO NO c. DA GALINHA COM A TAL CPMF,PREVÊ GASTAR COM UM IMPOSTO QUE SÓ RECEBERÁ RECEITAS A PARTIR DE SETEMBRO DO ANO QUE VÊEM.

  4. como voce disse “um projeto que ela representava” e que nunca deixou de ser apenas um projeto.Para os economistas do banco de investimento Brown Brothers Harriman, com sede em Nova York, o nome de Barbosa é um “mau desenvolvimento” para a política econômica brasileira. Um dos temores é uma guinada mais à esquerda na economia, como quer parte do PT e dos movimentos sociais, que não gostavam de Levy.

  5. ERRATA:
    na 5ª de baixo pra cima: ELA.

  6. Há que se considerar que Levy e Barbosa, são de
    escolas diferentes.
    Levy crê sinceramente no conhecimento acadêmico
    que lhe mostra as leis econômicas ortodoxas.
    Levy foi o único patriota dentre todos os sondados
    por Dilma, que arriscou a sua boa biografia para
    salvar o País, e foi sincero nisso!
    Porém não teve chance contra a ideologia socialista
    e as ordens de Dilma, que acredita na mesclada de
    magia com economia.
    O próprio Henrique Meireles, que já foi presidente
    do Banco Central no 1º mandato de Lula, foi
    recusado por Dilma, porque exigia autonomia para
    mandar e nomear na pasta.
    Ficou Barbosa também patriota e sincero, , que como Levy, obedecerá as ordens da “chefa” e não terá
    independência para agir conforme as leis e
    teorias econômicas.
    Conclusão: na realidade, continuamos nas mãos
    incompetentes da presidente Dilma.
    De qualquer forma, desejo para o Nelson Barbosa,
    melhor sorte que a do Levy, e para o nosso Brasil,
    um bom ano, ou pelo menos a salvação do País.

    • A presidente Dilma, age em desespero na defesa da
      palavra empenhada durante a campanha eleitoral,
      com promessas impossíveis de serem cumpridas.
      As pedaladas fiscais em 2014, autenticam e
      reconhecem firma, sobre o conhecimento que ela
      tinha sobre o riscos de não honrar os programas
      sociais, ele não pode dizer que não sabia.
      Mas preferiu mentir ao povo, esperou ainda por
      soluções mágicas que não aconteceram, e agora que
      o bicho tá pegando, tenta se eximir e achar
      algum Joaquim para por a culpa.

  7. Alô dona Dilma, o Zé tem umas dicas para melhorar este país!

    1 – A senhorita tem de parar de encher a burra dos banqueiros.

    2 – Fechar uma carrada de ministérios.

    3 – Valorizar a riqueza nacional, minérios.

    4 – Parar de o país ser exportador de commodities, que só prejudica a natureza.

    5 – Investir no saneamento básico.

    6 – Se industrializar para vender produtos com maior valor agregado.

    7 – E outras coisas mais.

  8. Fui eleitor da Dilma e Lula. Lula traiu o povo e tornou o PT um partido tão corrupto quanto os outros partidos. Não acredito que Dilma seja corrupta. Mas não há como negar que seja então incompetente. Assim como o governador do Paraná, Beto Richa, para poder se reeleger tomou as mesmas iniciativas dos governos não PT e “mascarou a economia” mentindo sobre sua real situação. Estas mentiras tanto do Beto Youssef como da Dilma Richa foram as causadoras da crise e da tristeza que vivemos. O fazer de tudo para manter a “turma” onde está. Mas doi mais quando é o PT, o dito partido dos “trabalhadores”. Ele não poderia ter se tornado tão corrupto. Trabalhador não é tão ladrão assim.

    • O que mais espanta nestes problemas de corrupção, tanto do PT como dos outros partidos, é que nenhuma auditoria interna ou externa descobriu o que estava acontecendo. Em países civilizados as firmas de auditoria são co-responsabilizadas, exatamente por não terem descoberto nada.! E no Brasil ninguém fala nada?

    • José Marques, sua frase “trabalhador não é tão ladrão assim” dá a entender que você pensa que trabalhador é ladrão, mas nem tanto assim.
      Você cometeu um lastimável e terrível ato falho, digno de quem nunca trabalhou na vida e, assim, revelou suas verdadeiras intenções: detonar quem se importa com os trabalhadores.

      É o pensamento típico da classe média pequeno burguesa coxinha e hipócrita, que serve aos interesses mais mesquinhos da grande burguesia, em troca de algumas migalhas que são jogadas da mesa farta dos porcos capitalistas.

    • TOMA PAPUDO…VOTOU ERRADO E SE FERROU….KKKKK… NÓIS SÓ “ZOIANDO”…….EITA POVO BURRRRRO.

  9. Deve ser amostra do mesmo frasco. Não haverá novidades; continuamos sem rumo. Gostaria ser mais otimista porém, não consigo.