Coluna do Enio Verri: A realidade do Paraná de Beto Richa assusta

pedagio

Em sua coluna semanal, o deputado federal Enio Verri (PT) fala sobre os novos aumentos nos pedágios nas estradas estaduais. Para Enio, se na propaganda o governo do Estado é referência em qualidade de vida, a realidade assusta o setor produtivo e a todos os paranaenses. Pelas novas tarifas válidas a partir de hoje (1°), uma viajem de carro entre Foz do Iguaçu a Curitiba custa R$ 98,90, e entre Curitiba e as praias, R$ 18,00. Leia, ouça, comente e compartilhe.

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Enio Verri*

Se nas vinhetas televisivas e radiofônicas, patrocinadas pela publicidade oficial do Governo do Estado, o Paraná é referência em qualidade de vida e desenvolvimento; no mundo real, a perspectiva não só não se repete, como ainda, assusta o setor produtivo e todos os paranaenses.

Distante do protagonismo exercido em décadas passadas, o Estado que acumula polêmicas, autoritarismo, denúncias de corrupção, entre outras ações equivocadas do Governo Richa (PSDB) é o mesmo que ganha as capas dos jornais com mais um reajuste nas tarifas do pedágio – um dos mais caros do mundo.

Autorizado pela Agência Reguladora do Paraná (Agepar), o pedágio do Paraná, desde o início da madrugada desse 1º de dezembro, obteve um acréscimo que varia entre 6,69% e 7,05%. Porém, o reajuste pode chegar a 10,28%, conforme ato do Governo que autoriza a cobrança de obras não previstas em contrato.

Sob as rédeas das concessionárias, o governador que busca apoio federal à renovação da concessão do pedágio, com a justificativa de modernização rodoviária e redução tarifária, abusa da paciência de todos os paranaenses e, novamente, deprecia nossa economia estadual ao elevar os custos de produção.

Se não bastasse as tarifas elevadas – de Curitiba ao Litoral, o valor cobrado de um automóvel é de R$ 18,00 ante os R$ 16,80 pagos até a data de ontem –, a decisão do Governo Richa não só representa empecilhos para o desenvolvimento econômico, como também, reitera as contradições de sua gestão.

Sob uma retórica afinada, reproduz um discurso em favor da renovação repleto de benefícios, enquanto na realidade, mantém os privilégios as concessionárias, não somente ao autorizar o reajusta tarifário, como ainda, permitir cobrança de obras não previstas em contratos.

Repetitivamente, o Governo do Estado pende aos interesses das concessionárias e se esquece de que as mesmas estão a serviço de todos os paranaenses. As melhorias e modernização são uma obrigação dessas instituições, excessivamente remuneradas para tal serviço.

Trata-se de um projeto de governo equivocado e tendencioso, o qual não mede esforços para atender as demandas de determinadas instituições, enquanto fecha escolas e serviços públicos voltados a toda a população.

*Enio Verri é deputado federal, presidente do PT do Paraná e professor licenciado do departamento de Economia da Universidade Estadual do Paraná. Escreve nas terças sobre poder e socialismo.

13 Comentários

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  1. Sugiro a você, “Ênio” capitanear a bancada federal
    NÃO amestrada, e partir para agendamentos de reuniões
    com os responsáveis pelas concessões de pedágio, e
    expor os argumentos e motivos porque não devem ser
    renovadas.
    Se não bater nas teclas certas do piano, não obterá
    música, e comentar isso com a plateia (povo) para
    fazer papel de bonzinho, não resolve o problema.
    Aguardo mais comentários seus, reportando as
    providências efetivas tomadas, e as ainda possíveis
    nos próximos meses.

  2. Ênio, nós as vítimas, já sabemos o final dessa “Ópera”.
    Cabe à bancada federal do Paraná, não amestrada pelo
    beto rixa, e mais os 3 senadores, atuar positivamente
    para que essa renovação antecipada dos pedágios, não
    vingue.
    Se todos se fingirem de “toiceira”, limitando-se a
    criticar o óbvio para a “torcida”, e ainda jogando
    toda a culpa apenas na presidente Dilma, o eleitor
    saberá dar o troco, não reelegendo ninguém!
    Menos blablablá, e mais resultados.

  3. Sr. Deputado Enio Verri,
    Fale sobre a farra da comitiva da sua presidanta em Paris. Qual a diferença entre a farra da PTralha da presidenta do PSDBosta do governador?

  4. O cidadão perdeu o direito de ir e vir (nossa constituição não vale nada/ país de bananas)…daqui a pouco vão cobrar para respirar. Governador ladrão esse beto lixo.

  5. Foi está a “negociação” que o Beto dizia que iria fazer com as empresas de pedágio na sua campanha, e vez, só que para o bolso dos pedageiras e no fundo do bolso dos paranaense, mas vocês que votaram nele, merecem isso e mais um pouco, que sabe em 2018 aprendam a votar corretamente, já que para 2016 eu acho que ainda é muito pouco tempo para terem assimilado a CAGADA que fizeram.

  6. SR,Mario sigla partidária não faz o caráter do politico,e nem da Pessoa.

  7. Esta situação dos valores cobrados nas rodovias pedagiadas do Paraná, é um ABSURDO!!! E o pior, somos reféns destas…não temos outra alternativa para a maioria destas rotas pedagiadas.

  8. Não vejo o sr como deputado federal se manifestar sobre as barbaridades de Brasília, corrupção patrocinada pelo PT. Ou o sr concorda ou é omisso, ou participa

    • Ele nao eh deputado federal nem chefe nacional do PT. Por isso vc nao ve ele falando nada do assunto (repreendendo o individuo publicamente como vc “quer”). Vc presume simples e unicamente fundado na sua ignorancia. De qqer forma eh bem provavel que ele nao aprove a conduta do elemento preso. Agora se so o PT fosse corrupto o brasil seria um pais de 1° mundo ha uma centena de anos.

  9. Deputado, o que achou da prisão do companheiro Delcídio? Acho impressionante a negação da realidade, precisam de um psicólogo e de um psiquiatra para acompanhar a bancada petista. Quanto ao Richa, acho que o deputado e a bancada de oposição deveriam buscar a justiça e denunciar os abusos, desmandos, falta de ação, mentiras, etc…Por que não fazem? A ética política não permite?

    • Concordo com você John de Miami, bandidos tem que pagar pelo que fazem, não importa se são PTralhas, PSDBostas ou outra organização criminosa que se intitula partido político, como o PSC – Partido de Salafrários e Criminosos.

  10. aterroriza, revolta. e nada acontece.

    até quando teremos uma situação caótica?

    quem pode fazer algo de concreto?

    os deputados, os senadores? as entidades de classes?
    quando?

    a situação é urgente, precisamos de solução imediata hoje, agora!!