Militantes de extrema-direita destilam ódio contra professores na internet

bannUm grupo de manifestantes de direita se organiza nas redes sociais para um “Ato de repúdio contra a manipulação ideológica comunista nas escolas públicas do Paraná – fora APP”, que vai começar no dia 22 de julho e seguir até o dia 3 de novembro (?).

O ato conta com poucas adesões, 270 no momento da redação desta matéria, mas chama a atenção pelo ódio seletivo aos sindicatos e ao PT. A APP-Sindicato é o principal alvo dos revoltados, que chamam os professores de “manipuladores petistas” que promovem “lavagem cerebral” e doutrinam os alunos no “comunismo”.

Eles defendem a redução da maioridade penal e compartilham imagens grotescas afirmando se tratar de material didático para “aplicar o ensino da ideologia de gênero” nas escolas.

Convocando o ato, figuram entidades como “Curitiba contra a Corrupção”, “Central das Manifestações” e “NAO” que significa “Nação Ativa Organizada”.

O estranho é que a revolta contra a corrupção é seletiva, voltada somente às denúncias que envolvem o PT e o governo federal. Não há nenhuma menção aos escândalos na receita estadual que envolvem o governador Beto Richa (PSDB), sua esposa e secretária da Família, Fernanda Richa, e seu primo Luiz Abi Antoun, preso pelo Gaeco.

O próprio governador Beto Richa lançou mão de expediente semelhante tentando difamar os professores, e colocar a opinião pública contra a greve e suas reivindicações. Mesmo fazendo isso de maneira muito mais articulada e profissional, Richa não conseguiu tirar a simpatia da população para a causa dos educadores.

Há quem enxergue as impressões da “Tenda Digital”, organização clandestina do PSDB, especialista em ciberterrorismo.

O escritor italiano Umberto Eco, um dos principais pensadores da atualidade, afirmou há poucos dias que as redes sociais dão o direito à palavra a uma “legião de imbecis”, o que faz muito sentido ao nos depararmos com esse tipo de desinformação.

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