Coluna do Ricardo Mac Donald: “Aécio x Dilma: quem errar menos, leva”

Ricardo Mac Donald, em sua coluna desta sexta-feira, analisa a polarização entre PT e PSDB, Dilma e Aécio, neste segundo turno presidencial; "quem errar menos, leva", observa colunista, que vê similaridade do sistema eleitoral brasileiro com o inglês e norte-americano; em ambos, há espaço para uma terceira via; Nos Estados Unidos, na década de 90, o multimilionário texano Ross Perot deu um suador no establishment ao alcançar 19% da votação, semelhante ao que aconteceu com a senadora Marina Silva!, relata o capitão do prefeito curitibano Gustavo Fruet; leia o texto e compartilhe.

Ricardo Mac Donald, em sua coluna desta sexta-feira, analisa a polarização entre PT e PSDB, Dilma e Aécio, neste segundo turno presidencial; “quem errar menos, leva”, observa colunista, que vê similaridade do sistema eleitoral brasileiro com o inglês e norte-americano; em ambos, há espaço para uma terceira via; Nos Estados Unidos, na década de 90, o multimilionário texano Ross Perot deu um suador no establishment ao alcançar 19% da votação, semelhante ao que aconteceu com a senadora Marina Silva!, relata o capitão do prefeito curitibano Gustavo Fruet; leia o texto e compartilhe.

Ricardo Mac Donald*

O confuso sistema político brasileiro, mal ou bem, está caminhando sob duas linhas básicas. Uma é a polarização das eleições em duas correntes principais !“ PT e PSDB , como tem ocorrido nos últimos pleitos.

E se o sistema é uma colcha de retalhos! com quarenta partidos, os dois principais atraem por gravidade os menores. Nesse tópico, de certa forma, emulamos o pleito americano e o inglês, apesar de nossa tradição latina, que puxa mais para a agitação italiana e francesa.

Nos EUA reinam ora os democratas, ora os republicanos, de igual forma na Inglaterra dos trabalhistas e conservadores. Outra coincidência é que em ambos existem espaços para as terceiras forças.

Nos Estados Unidos, na década de 90, o multimilionário texano Ross Perot deu um suador no establishment ao alcançar 19% da votação, semelhante ao que aconteceu com a senadora Marina Silva.

Na Inglaterra, o Partido Liberal, até as últimas eleições, fazia sempre votos suficientes para compor o gabinete do vencedor.

A outra linha é que as eleições causam cada vez menos emoção e despertam cada vez menos interesse. Noves fora a Justiça Eleitoral, que é cada vez mais limitante, com regras que descem aos mínimos detalhes, o eleitor, à  força da rotina das eleições, cada vez mais aguarda o último minuto para colher opiniões e definir o voto.

Não é à  toa que tivemos 20% de abstenções e mais de 10% dos eleitores anularam seus votos ou votaram em branco. E alguém teve notícia de um grande comício no Paraná? Não houve nem comício de encerramento, o que era comum em outras eleições.

Como resultado, vemos pouca renovação nas casas legislativas e agora teremos pela quinta vez o Atletiba! do voto !“ PT x PSDB. A diferença se dará no detalhe. Quem errar menos, leva!

*Ricardo Mac Donald Ghisi é advogado, secretário Municipal de Governo de Curitiba. Escreve à s sextas no Blog do Esmael.

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