Por Esmael Morais

Para ajudar Aécio, mídia desaparece com o aeroporto dado à  sua família

Publicado em 29/07/2014

Silêncio de FHC

Já o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, embora tenha concedido entrevista à  Istoà‰ no dia 21 pp, um dia depois da Folha ter denunciado o aeroporto, em sete páginas a ele destinadas pela revista não tocou no caso. Fez o mesmo neste domingo, na página inteira dada a ele pelo Estadão. Vai ver que FHC, ou os veículos de comunicação, ou ambos, consideram dar de presente um aeroporto à  família, um mimo de R$ 14 milhões, pago com dinheiro público de Minas, é um negócio de menor importância.

Assim, praticamente só a Folha continua dando o caso. Neste domingo, inclusive, apontou que o QG da campanha Aécio teme o crescimento da rejeição ao tucano (em média, em 17%, de acordo com as últimas pesquisas) depois da divulgação do Aeroporto dos Neves.

O temor, aponta a matéria, levou o QG e assessores!  tucanos a optarem por operar os desmentidos nas redes sociais, (dai eles chegam aos outros veículos), para que o candidato tucano não se exponha falando a respeito. Nas redes, 80% desaprovaram a atitude de Aécio, de construir o aeroporto da família.

Por que a escolha recaiu nas redes sociais

A estratégia de usar as redes sociais, aponta a Folha, foi bolada, montada e operada por Andréa Neves, irmã do candidato e que comandou por 8 anos a área de comunicação do governo de Minas quando ele foi governador. A opção prioritária desta vez pelas redes é porque a mídia em geral já está com Aécio e cumprirá o papel que sempre cumpriu: o fazer de conta que noticia, mas defendendo o tucano; e, no limite, atribuindo ao PT a denúncia com fins eleitorais ou por pura perseguição dado ao caráter autoritário! que atribuem ao PT.

Enquanto a imprensa some com o aeroporto da família Neves dos noticiários, Aécio come pastel de feira, ao lado do governador tucano paulista!  e também candidato à  reeleição Geraldo Alckmin. Quer e tenta continuar governador, agora pela 4!ª vez. No Rio, em campanha na 6!ª feira, e em São Paulo, na companhia de Alckmin, o tucano candidato ao Planalto repetiu o bordão de sua campanha: a reeleição da presidenta Dilma não gera boas expectativas! para o mercado, o mundo econômico. Coincidência, é a mesma toada de FHC em suas entrevistas!

à‰, também, a mesma campanha do comunicado do Santander encaminhado a seus 40 mil clientes-Select, os mais ricos. à‰ o que disseram a seus clientes as quatro consultorias arroladas pela Folha no sábado (duas do Brasil, uma dos Estados Unidos, outra do Japão), que fazem relatórios a seus clientes espalhando terrorismo em relação à  reeleição da presidenta. à‰ a campanha do caos e aquilo que o presidente do PT, Rui Falcão, tão bem classificou de terrorismo eleitoral!.

E assim, vejam vocês, um candidato a presidente da República dá de presente à  família um aeroporto, paga R$ 14 milhões por ele, com dinheiro público de Minas, e fica por isso mesmo. E outro governador do Estado, em 1983, já havia gasto R$ 30 milhões com este aeroporto. A rota, agora, posar no silêncio, é a mídia sumir com o mimo tão caro (no total, R$ 44 milhões), do noticiário!¦