24 de março de 2016
por admin
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“Onda golpista perde fôlego e Lava Jato mergulha na incerteza”

por Milton Alves*

A gangorra de acontecimentos políticos dos últimos dias determina cautela para qualquer tipo de avaliação sobre o desfecho da crise política em curso. Porém, é possível identificar uma vigorosa reação dos setores democráticos da população e um certo cansaço do dispositivo golpista.

Chega a ser surpreendente a capacidade de resistência demonstrada pelo governo da presidente Dilma e do Partido dos Trabalhadores (PT) e aliados que, apesar de sitiados por uma operação policial e midiática sem precedentes na vida nacional,  lutam para assegurar sua sobrevivência política.

Nos últimos dias, contando a partir de sexta-feira passada(18), dia das manifestações contra o golpe, o governo vem acumulando forças em duas frentes básicas: na arregimentação de apoio na sociedade civil e no Judiciário, principalmente com a decisão do ministro Teori Zavascki que retirou a jurisdição do juiz Sérgio Moro sobre as investigações referentes ao presidente Lula.

Além disso, a Lava Jato colecionou tropeços que geraram um amplo questionamento no meio jurídico, como a condução coercitiva de Lula e os vazamentos dos grampos ilegais, que incluíam até a presidente Dilma. Aliás, fatos que ainda serão objeto de exame do Conselho Nacional de Justiça(CNJ). De toda forma, houve um sensível desgaste do juiz Moro nos dois episódios.

É verdade que o governo Dilma sofreu um revés com o impedimento judicial da nomeação do ex-presidente Lula para a Casa Civil, um arranjo indispensável para garantir a costura de uma base parlamentar caótica e em franca deserção. Neste sentido, se concentra na frente parlamentar a maior debilidade do governo no momento. Aí o terreno é movediço e no próximo dia 29 de março a reunião do PMDB será um teste decisivo Leia mais

22 de novembro de 2014
por Esmael Morais
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Veja golpeia e Planalto reage: “Mais uma vez, irá fracassar”

vai Brasil 247

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Já ficou manjado, de tão repetitivo. A cada semana, a revista Veja, da Editora Abril, tentará um novo golpe contra a presidente Dilma Rousseff.

Depois de passar pela maior humilhação da história do jornalismo brasileiro, ao ser condenada a publicar um direito de resposta em pleno dia de votação, por tentar, segundo a Justiça, manipular a opinião pública, Veja atacou novamente, neste fim de semana.

A “bomba” é um email de Paulo Roberto Costa para a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em que o ex-diretor da Petrobras trata de restrições do Tribunal de Contas da União à s obras da Refinaria Abreu e Lima. Na mensagem, Costa propõe que o tema passe pelo Congresso. Segundo Veja, naquele momento, Dilma poderia ter feito parar o chamado “petrolão”.

Em nota, o Palácio do Planalto reagiu. “Depois de tentar interferir no resultado das eleições presidenciais, numa operação condenada pela Justiça eleitoral, Veja tenta enganar seus leitores ao insinuar que, em 2009, já se sabia dos desvios praticados pelo senhor Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobras demitido em março de 2012 pelo governo da presidenta Dilma”, diz o texto. “As práticas ilegais do senhor Paulo Roberto Costa só vieram a público em 2014, graças à s investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.” Leia mais

17 de novembro de 2014
por Esmael Morais
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Oposição aposta suas fichas no impeachment de Dilma

do Blog da! Tereza Cruvinel

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Quantos manifestantes havia no ato pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff no sábado, 15/11, em São Paulo? Alguns veículos falaram em 1.500, outros em três mil, os mais excitados em dez mil. Não importa. Certo é que foram muito mais que os 20 gatos pingados que compareceram ao ato pró-impeachment de Lula chamado pelos adversários em 2005, no estouro do mensalão. Está clara a aposta da oposição num terceiro turno da disputa presidencial através do pedido de impeachment de Dilma. Ainda que não tenha condições de levá-lo adiante mas para sangrá-la, minar seu segundo mandato e selar o fim da era dos governos do PT. Recordemos 2005.

Um impeachment exige condições jurídicas e políticas. Em outras palavras, prova e povo. Indícios ou provas de culpa ou omissão do governante, e apoio popular para seu afastamento.

Em agosto de 2005, logo depois do depoimento de Duda Mendonça à  CPI dos Correios, confessando ter recebido no exterior pagamentos por serviços prestados à  campanha de Lula em 2002, houve uma reunião no gabinete da liderança do PSDB no Senado, comandada pelo senador pefelista Jorge Bornhausen. Nela, o pedido de impeachment voltou a ser discutido e foi descartado diante da constatação de que lhe faltaria apoio popular. Um ato fora tentado em Brasília e reunira apenas 20 pessoas. No Rio, menos de 30. Uma voz discordante, na reunião, foi a do senador àlvaro Dias, que depois, em entrevista a Josias de Sousa, lamentaria o erro histórico da oposição!. Ainda que o impeachment não vingasse, disse ele, Lula teria sofrido um desgaste enorme e não teria se reelegido.

Em 2005, na mesma semana de agosto, em discurso na reunião do Conselhão (o CDES), Lula disse que não se mataria como Getúlio, não renunciaria como Jango nem sofreria impeachment como Collor. Logo depois fez uma reunião com sindicalistas e avisou que teriam de ir para a rua e mobilizar o povo caso tentassem derrubá-lo. Veio o depoimento de Duda mas a oposição recuou, antevendo que ficaria isolada. A aposta passou a ser em deixar Lula sangrar! até o final do primeiro mandato para que não se reelegesse. Mas ele deu a volta por cima, venceu em 2006 e ainda elegeu Dilma em 2010. Leia mais

7 de agosto de 2014
por Esmael Morais
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Perícia comprova: Revista Veja fraudou fita sobre CPI da Petrobrás

via Brasil 247

O laudo elaborado pelo Instituto de Perícias Científicas de Mato Grosso do Sul revela que a gravação da conversa entre dois funcionários da Petrobras !“ José Eduardo Barrocas e Bruno Ferreira !“ e uma outra pessoa não identificada, divulgada esta semana pela revista Veja, foi editada, o que compromete qualquer avaliação sobre a participação de senadores em uma suposta tentativa de fraudar os trabalhos da CPI da Petrobras, conforme denunciado com alarde pela revista.

O documento, assinado pelo perito Fernando Klein, conclui, com base na análise feita na gravação disponibilizada pela Veja em seu site na Internet, com duração de 2 minutos e 40 segundos, que não há uma sequência lógica que permita vincular o senador Delcídio do Amaral (PT/MS) a eventual orientação repassada aos depoentes da CPI da Petrobras, uma vez que no momento imediatamente anterior à  citação do nome “Delcídio” na conversa há uma interrupção de 1 minuto e 14 segundos na gravação, o que comprova a montagem.

O laudo esclarece que o uso de arquivo editado pode trazer interpretações equivocadas em relação ao contexto de todo um diálogo.

“Do arquivo analisado separamos segmentos que demonstram a edição do mesmo, sendo claramente perceptível pelo menos duas interrupções na sequencia das falas, a primeira com 1 minuto e 12 segundos e a outra com 1 minuto e 30 segundos. O uso de palavras separadas de sua sequência original pode trazer interpretação destoante do efetivo contexto em que teriam sido empregadas. Dessa forma, não há credibilidade para a interpretação do conteúdo e da aplicação dos diálogos constantes na gravação de 2 minutos e 40 segundos disponibilizada no sítio eletrônico da revista Veja, dada a evidente edição do mesmo”, assegura o perito.

O IPC é o maior e mais conceituado instituto de perícias de Mato Grosso do Sul. Ele é responsável por pelo menos 70 % de todas as investigações periciais requisitadas pela Justiça no estado.

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29 de julho de 2014
por Esmael Morais
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Para ajudar Aécio, mídia desaparece com o aeroporto dado à  sua família

via Blog do Zé Dirceu

Segue, a olhos nus, pode se dizer que de forma explícita e pública, a marcha de uma bem montada operação da mídia e da oposição, para sumir com o aeroporto dos Neves do noticiário e, assim, proteger o candidato do PSDB, da mídia e dos conservadores,!  ao Planalto, senador Aécio Neves (PSDB-MG). Basta observar a cobertura no final de semana sobre o aeroporto construído pelo então governador de Minas, Aécio (2003-2010), com dinheiro público do Estado, no município de Cláudio (MG). O titular deste blog já havia levantado essa lebre em entrevista ao programa de TV Jogo do Poder PR no domingo (20).

A Istoà‰ desta semana, vejam só, uma revista semanal, só deu uma frase, a do próprio Aécio !“ Está tudo explicado já!. Que aliás virou bordão dele.!  A VEJA não sonegou a informação a seus leitores, deu uma matéria de quatro páginas, mas, o foco é mostrar o Aécio vítima. Pois é!¦ Para a revista ele é uma vítima do PT, da campanha do partido contra o tucano, principalmente, pelas acusações que circulam!  nas redes e na blogosfera independente.

Já o jornalão da família Marinho, O Globo, que nunca deu o caso com destaque, pôs uma pedra em cima no final de semana: nenhuma palavra a respeito. O Estadão, por sua vez, nos dois dias do fim de semana deu meia página em cada um a entrevistas com personalidades que nemo costumam aparecer no noticiário do jornal, como o tio-avô de Aécio, Múcio Tolentino, dono da fazenda em, que o agora candidato a presidente construiu o aeroporto à  6 km da sua própria Fazenda da Mata; e o presidente de uma entidade de classe de Cláudio (MG). Ambos defendendo a construção do aeroporto dos Neves. Claro.

Silêncio de FHC

Já o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, embora tenha concedido entrevista à  Istoà‰ no dia 21 pp, um dia depois da Folha ter denunciado o aeroporto, em sete páginas a ele destinadas pela revista não tocou no caso. Fez o mesmo neste domingo, na página inteira dada a ele pelo Estadão. Vai ver que FHC, ou os veículos de comunicação, ou ambos, consideram dar de presente um aeroporto à  família, um mimo de R$ 14 milhões, pago com dinheiro público de Minas, é um negócio de menor importância.

Assim, praticamente só a Folha continua dando o caso. Neste domingo, inclusive, apontou que o QG da campanha Aécio teme o crescimento da rejeição ao tucano (em média, em 17%, de acordo com as últimas pesquisas) depois da divulgação do Aeroporto dos Neves.

O temor, aponta a matéria, levou o QG e assessores!  tucanos a optarem por operar os desmentidos nas redes sociais, (dai eles chegam aos outros veículos), para que o candidato tucano não se exponha falando a respeito. Nas redes, 80% desaprovaram a atitude de Aécio, de construir o ae Leia mais

1 de abril de 2014
por Esmael Morais
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André Vargas jura que relação com Yousseff está “dentro da legalidade”

da Agência Brasil

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), disse hoje (1!°), em nota, que conhece há 20 anos o empresário Alberto Youssef, investigado pela Polícia Federal, na Operação Lava Jato, que apura esquema de lavagem de dinheiro.

Uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo, publicada hoje, diz que Vargas usou um avião do empresário para uma viagem a João Pessoa. Segundo o jornal, o empréstimo da aeronave foi discutido entre os dois por mensagem de texto no início de janeiro.

Em nota, o parlamentar explicou que é amigo de Youssef. Conhecer alguém há 20 anos não é crime. Alberto Youssef é empresário de minha cidade. Dono do maior hotel da cidade. E os encontros, contatos e a relação se deram dentro da legalidade. Qualquer homem público poderia passar por isso!, diz a nota.

Assessores de Vargas informaram que o deputado está reunido desde o final da manhã com a equipe para definir se fará uma declaração sobre o caso.

A Operação Lava Jato foi deflagrada no último dia 17, em seis estados e no Distrito Federal. Mais de 20 pessoas foram presas suspeitas de participar do esquema de lavagem de dinheiro que, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentou mais de R$ 10 bilhões. Um dos presos foi o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

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15 de março de 2014
por Esmael Morais
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José Dirceu, ícone da geração de 68, chega aos 68 anos como preso político

do Brasil 247 Em outubro de 1968, então com 22 anos, José Dirceu de Oliveira e Silva foi um dos mil estudantes presos no congresso realizado pela União Nacional dos Estudantes, num sítio em Ibiúna (SP). à€ época, como presidente da União Estadual dos Estudantes, Dirceu despontava como uma das principais lideranças do movimento estudantil e suas imagens da época o transformaram num dos principais ícones da chamada geração 68.

Dirceu já era reconhecido como liderança política e foi o primeiro nome citado na reportagem da Folha de S. Paulo sobre a prisão dos jovens que combatiam a ditadura militar:

Cerca de mil estudantes que participavam do XXX Congresso da UNE, iniciado clandestinamente num sítio, em Ibiúna, no Sul do Estado, foram presos ontem de manhã por soldados da Força Publica e policiais do DOPS. Estes chegaram sem serem pressentidos e não encontraram resistência. Toda a liderança do movimento universitário foi presa: José Dirceu, presidente da UEE, Luís Travassos, presidente da UNE, Vladimir Palmeira, presidente da União Metropolitana de Estudantes, e Antonio Guilherme Ribeiro Ribas, presidente da União Paulista de Estudantes Secundários, entre outros.

Eles foram levados diretamente ao DOPS. Os demais estão recolhidos ao presidio Tiradentes. Desde segunda-feira os habitantes de Ibiúna notaram a presença de jovens desconhecidos, que iam à  cidade comprar pão, carne, escovas e pasta de dentes, despertando suspeitas ao adquirir mais de NCr$ 200 de pão de uma só vez. Essas informações foram transmitidas ao DOPS e à  Força Publica, que desde quinta-feira já conheciam segundo afirmaram !”o local exato do Congresso.

A denuncia de um caboclo, que fora barrado ao tentar chegar até o sítio Muduru, onde estavam os estudantes, fortaleceu a convicção da Policia de que o congresso seria realizado ali. Depois de avançar alguns quilômetros de carro e outro trecho a pé, por causa da lama da estrada, 215 poli Leia mais