Por Esmael Morais

Dilma: “não vou ouvir calada campanha negativa”; assista

Publicado em 30/04/2014

Alvo de embate com adversários, a política de valorização do salário mínimo, por sua vez, foi usada como arma para contra-atacá-los. Dilma respondeu veladamente a série de críticas disparadas sobretudo pelo pré-candidato Aécio Neves (PSDB-MG), seu principal adversário na corrida ao Planalto neste ano. “Algumas pessoas reclamam que o nosso salário mínimo tem crescido mais do que devia. Para eles, um salário mínimo melhor não significa mais bem estar para o trabalhador e sua família, dizem que a valorização do salário mínimo é um erro do governo e, por isso, defendem a adoção de medidas duras, sempre contra os trabalhadores”, disse.

“Nosso governo nunca será o governo do arrocho salarial, nem o governo da mão dura contra o trabalhador”, continuou a presidente. “Nosso governo será sempre o governo da defesa dos direitos e das conquistas trabalhistas, um governo que dialoga com os sindicatos e com os movimentos sociais e encontra caminhos para melhorar a vida dos que vivem do suor do seu trabalho”, complementou.

Ao falar claramente das questões envolvendo a Petrobras, Dilma defendeu o “combate incessante e implacável” à  corrupção, citando o trabalho da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União. “Sei que a exposição desses fatos causa indignação e revolta a todos, seja a sociedade, seja o governo, mas isso não vai nos inibir de apurar mais, denunciar mais e mostrar tudo à  sociedade, e lutar para que todos os culpados sejam punidos com rigor”, disse.

A presidente também condenou o que chamou de uso político da Petrobras !“desta vez, por parte de seus adversário, que, outra vez, não citou nominalmente. “Não vou ouvir calada a campanha negativa dos que, para tirar proveito político, não hesitam em ferir a imagem dessa empresa que o trabalhador brasileiro construiu com tanta luta, suor e lágrimas.”

“O Brasil já passou por isso no passado e os brasileiros não aceitam mais a hipocrisia, a covardia ou a conivência”, afirmou.

“Por isso a Petrobras jamais vai se confundir com atos de corrupção ou ação indevida de qualquer pessoa. Não podemos permitir, como brasileiros que amam e defendem seu país, que se utilize de problemas, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem da nossa maior empresa”, completou.

A presidente afirmou que garante que tem “força para continuar na luta pelas reformas mais profundas que a sociedade brasileira tanto precisa” e que o governo “tem o signo da mudança”. “Junto com vocês, vamos continuar fazendo todas as mudanças que forem necessárias para melhorar a vida dos brasileiros, especialmente dos mais pobres e da classe média”, continuou.

“Se hoje encontramos um obstáculo, recomeçamos mais fortes amanhã, porque para mim as dificuldades são fonte de energia e não de desânimo”, disse. “Se nem tudo ocorre no tempo previsto e desejado, isso é motivo para acumular mais forças, para seguir adiante e, em seguida, mudar mais rápido. à‰ assim que se vence as dificuldades, é assim que se vai em frente. Temos um lado, o lado do povo”, ressaltou.