Beto Richa perde embate das aposentadorias para ex-governadores

Publicado em 11 junho, 2013
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Governador Beto Richa, ao jogar a torcida contra os ex-governadores Jaime Lerner, Mário Pereira, Roberto Requião e Orlando Pessuti, se isolou da política real; antecessores conseguem reaver aposentadoria na Justiça, mas não perdoam o tucano pela perseguição moral que sofreram.
Governador Beto Richa, ao jogar a torcida contra os ex-governadores Jaime Lerner, Mário Pereira, Roberto Requião e Orlando Pessuti, se isolou da política real; antecessores conseguem reaver aposentadoria na Justiça, mas não perdoam o tucano pela perseguição moral que sofreram.
Um a um, todos os ex-governadores do Paraná — Jaime Lerner, Mário Pereira, Roberto Requião, Orlando Pessuti — recuperaram suas aposentadorias canceladas pelo governador Beto Richa (PSDB) em 2011.

O tucano assessorado pelo então procurador-geral do Estado, Ivan Bonilha, parecia ter certeza que estava fazendo a coisa certa — tanto no campo jurídico quanto no campo político. Com esmero, Bonilha só preservou a aposentadoria da mãe do ex-chefe, dona Arlete, viúva do ex-governador José Richa, e do ex-coordenador financeiro da campanha do PSDB em 2010, ex-governador João Elísio Ferraz de Campos.

Ao jogar essa questão para torcida, Richa ganhou uns pontinhos no Ibope — o que eu chamaria de gordurinha — mas se isolou politicamente. Sabia-se desde então que essa matéria era controversa até mesmo no Supremo Tribunal Federal (STF) e que esses benefícios eram passíveis de serem recuperados até o julgamento final do mérito.

Em 1!º de abril de 2011, por exemplo, eu alertava que “a história está recheada de exemplos de ex-presidentes e ex-governadores como exímios conspiradores políticos”. Dito e feito.

O governador Beto Richa perdeu aquela “gordurinha” adquirida com o rompante udenista; se arrasta para terminar o mandato; tem uma base de sustentação volátil na Assembleia, sujeita abandoná-lo a qualquer momento.

Os ex-governadores Mário Pereira (1994), Jaime Lerner (1995-2002), Roberto Requião (1991-1994 e 2003-2010) e Orlando Pessuti (2010) não perdoam o tucano pela perseguição.

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