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Gazeta do Povo deste domingo diz que censurador-geral do Estado é suspeito de fraudar documento público

Censurador-geral Ivan Bonilha.

O jornalista Celso Nascimento traz na coluna deste domingo (3), no jornal Gazeta do Povo, a informação de que o procurador-geral do Estado, Ivan Bonilha, o Censurinha*, pode estar envolvido na falsificação de documento público.

A história contada pelo colunista é para lá de cabeluda. A suspeita sobre Censurinha começou em 1o de junho último quando, segundo relata Nascimento à  página 14 do jornal, no caderno Vida Pública, “a coluna levantou a hipótese de ser em boa parte fruto de plágio o Parecer 026/2011”, que fundamentou a decisão do censurador do Paraná, Beto Richa (PSDB), de cancelar as aposentadorias dos ex-governadores Mário Pereira, Jaime Lerner, Roberto Requião e Orlando Pessuti.

O parecer “inédito” de Bonilha, o Censurinha, ainda segundo Celso Nascimento, seria cópia ipsis litteris de um texto de autoria do procurador Ivan Barbosa, do município de Mauá (SP), publicado em 2001 na revista Jus Navegandi, ano 6, n!º 52.

Para defender-se, Censurinha acusou o xará de plágio. Diz o procurador-geral que Barbosa é quem copiou o procurador Miguel Ramos Campos, do Paraná, em 2001.

à‰ agora que a porca começa torcer o rabo. Para provar inocência diante da suspeita, Bonilha enviou ao colunista Celso Nascimento fotocópia de um documento mostrando que supostamente o procurador de Mauá plagiou o procurador de Paraná.

O procurador-geral teria encaminhado o calhamaço ao jornalista sob o protocolo de n!º 5252270, de novembro de 2000. O diabo é que esse número leva a outro assunto, que diz respeito ao furto de um computador de uma escola em Cruzeiro do Oeste.

* Ivan “Censurinha” Bonilha é o advogado de Beto Richa que persegue e tenta censurar este blog desde 2010.

A seguir, leia a íntegra da coluna de Celso Nascimento publicada no jornal Gazeta do Povo deste domingo (3):

O caso do plágio mal esclarecido

Seria o procurador-geral do Estado, Ivan Bonilha, capaz de cometer uma fraude, de fornecer informações falsas com o objetivo de esconder possível plágio num documento público que assinou? Não se pode acreditar nisso. A menos que, investigados os fatos, se chegue à  conclusão contrária.

Essa história começa na edição do dia 1o de junho, quando esta coluna levantou a hipótese de ser em boa parte fruto de um plágio o Parecer 026/2011, da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que fundamentou a decisão de Beto Richa de cancelar as aposentadorias dos quatro governadores do Paraná que exerceram mandatos pós-Constituição de 1988.

O suposto plágio estaria configurado na reprodução ipsis litteris de um longo texto de autoria do procurador Ivan Barbosa, do município de Mauá (SP), publicado em 2001 na revista Jus Navegandi, ano 6, n!º 52.

Indignado, o procurador-geral do Estado, Ivan Bonilha (um dos signatários do parecer suspeito), contestou: em carta à  coluna no mesmo dia da publicação, assegurou que todos os trabalhos da PGE são autênticos e inéditos, desmentindo categoricamente a existência de qualquer cópia de texto alheio.

O plágio era do outro?

Confrontado em seguida com o original produzido pelo procurador de Mauá, Bonilha inverteu a situação. Disse que, na verdade, se alguém havia cometido plágio, este alguém seria o citado procurador. Ele é que teria copiado, em 2001, um parecer lavrado em 2000 pelo procurador Miguel Ramos Campos, da Procuradoria do Paraná. Para provar sua afirmação, Bonilha encaminhou à  coluna cópia desse documento, que aparecia como protocolado em novembro de 2000 sob n!º 5252270.

Além de o procurador de Mauá ter se irritado com a acusação, outras inconsistências levaram esta coluna à  tentativa de esclarecimento. A primeira providência foi acessar o site de consultas ao Protocolo Geral do Estado para buscar o documento 5252270. O resultado da busca, no entanto, remeteu a um processo que dizia respeito a assunto bastante distante daquele de que trata o parecer das aposentadorias de ex-governadores.

Dúvidas cruéis

Deveria haver algum engano. Quem sabe a série numérica adotada pelo Protocolo Geral tenha, por alguma razão técnica, sofrido mudanças do ano 2000 para cá. Informação obtida junto a funcionários do Protocolo desmentiu essa hipótese: o critério de numeração permanece inalterado desde 1989, quando o serviço foi criado.

A providência seguinte foi requerer oficialmente uma cópia autenticada do parecer da PGE junto à  Secretaria da Administração. Surpreendentemente, ao contrário das normas legais que determinam o imediato atendimento a tais casos, o pedido foi remetido para apreciação da própria PGE, sem resposta até a tarde de sexta-feira.

Ninguém sabe, ninguém viu

Diante disso, cresceu ainda mais a dúvida quanto à  autenticidade do documento protocolado sob o número fornecido por Ivan Bonilha. Aventou-se, então, nova hipótese em favor do procurador-geral: como o documento que apresentou como autêntico se referia a uma consulta jurídica formulada pela Secretaria Estadual da Educação (Seed), quem sabe ele não poderia ser encontrado nos arquivos da própria pasta?

Uma consulta pessoal ao setor competente da Seed levou ao resultado final e fatídico: assinada pela servidora Maribel Pereira, na presença de um oficial de cartório que lavrou ata notarial, uma declaração confirma que o protocolo 5252270 diz respeito ao furto de um computador de uma escola de Cruzeiro do Oeste!

A pergunta que fica parece ser uma só: o procurador Ivan Bonilha, para livrar-se da suspeição de plágio, teria cometido irregularidade ainda maior? Teria ele patrocinado a falsificação de um documento público?

Por não ser crível uma conclusão desse tipo e por ser possível a existência de outra explicação, a coluna tentou ouvir o procurador antes do fechamento da edição. Primeiro, encaminhou e-mail (e também à  sua assessoria de imprensa) contendo as indagações pertinentes. Não houve resposta. Depois, ligou para o celular do procurador por várias vezes na noite de sexta-feira, também sem retorno.

19 Comentários

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  1. E agora vão censurar a Gazetona ? Com o é que fica ? Vão afinar para o jornalão ? Essa porcaria de governo tucano vai começar algum dia ?

  2. A GAZETA DO POVO VAI SER CENSURADA.

  3. NA POLÍTICA, TODO INCOMPETENTE É CORRUPTO.
    TODO INCOMPETENTE É INSEGURO.
    TODO CORRUPTO E INSEGURO PRECISA APARO DO PATRÃO PODEROSO.
    PORTANTO, TODO POLÍTICO INCOMPETENTETE E INSEGURO É PUXA-SACO E FRACO.
    TODO INCOMPETENTE, INSEGURO, PUXA-SACO E FRACO, PLAGEIA E COPIA TODO GESTO QUE AGRADA AO PATRÃO. ÊLE COME SARDINHA E ARROTA CAVIAR.
    O ESTADO DO PARANÁ PRECISA ENCONTRAR UMA SOLUÇÃO DEFINITIVA PARA SE LIVRAR DESSE TIPINHO DE ANIMAL !!!

  4. Esse Censurinha é um goslpista nato quer assumir cargo conquistado por outros com golpes baixo, o cara é uma vergonha, alem é claro de querer defender o indefensavel que é o caixa 2 do Beto que é de conhecimento ate dos ratos de esgoto de Curitiba.

  5. O companheiro Elias amanheceu hoje com gosto de gás na boca, é assim que se critica, dá logo poderes aos bandidos poderosos para vencer o mundo. O certo é que o Estado do Paraná, bem pouco tempo atrás era o
    Estadão admirado e respeitado por todo o Brasil por ser o território que comandava a ordem política governamental, um Estado bem administrado com uma educação, saúde e segurança pública que caminhava para coisas do primeiro mundo e que dava muito orgulho ao país e eis que, de uma hora para outra, um homem só destruiu tudo isso transformando o território nisso que aí está, abuso de poder, ditadura, imoralidade, burrice, quebra da ordem democrática com censuras, perseguições e tanta porcaia praticada pelo atual governo Beto Richa que só poderia ser do PSDB, que virou a merda que aí está. O povo paranaense, definitivamente e inquestionavelmente um povo especial, não merece ser governado por essa espécie de político.

  6. Que da atuação como advogado de beto lhe cairia no colo o cargo de conselheiro do TCE outro beto já antecipava isto em 04 de outubro de 2010.
    O plano já estava traçado desde então.
    É o que está publicado em
    http://jornale.com.br/zebeto/2010/10/04/o-horizonte-de-ivan-bonilha/

    O horizonte de Ivan Bonilha
    4 out 2010 – 08:40
    Ivan Bonilha, o chefe da equipe de advogados de Beto Richa que conseguiu fazer com que a Justiça Eleitoral barrasse uma série de pesquisas na reta final da campanha, feito inédito no país e que deverá jogar holofotes sobre a atuação dos institutos, foi dormir ontem como um dos principais responsáveis pela vitória do tucano. Agora, para seu horizonte, pode-se abrir até uma das próximas vagas de conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná.

    http://jornale.com.br/zebeto/2010/10/04/o-horizonte-de-ivan-bonilha/

  7. Não é de hoje que a questão da ética na atuação profissional vem sendo questionada.

    25/06/2009 “” Notícias
    CAIXA 2 – Comportamento do Procurador Ivan Bonilha está sob suspeição
    Tags: falta de ética, ivan bonilha, suspeição

    Os vereadores da oposição questionam a que interesses o Procurador está advogando: do município como condiz a sua função ou aos interesses do candidato a prefeito Beto Richa e ao seu partido, PSDB?
    Para o vereador petista Pedro Paulo, além de todos os escândalos que envolvem Beto Richa, suspeita de Caixa 2, troca de favores, promessas de cargos, agora o Procurador do Município Ivan Bonilha demonstra falta de ética com o cargo público que ocupa. Por duas vezes, em horário de expediente de trabalho, Ivan Bonilha participa de “eventos” como advogado do candidato a prefeito Beto Richa. Para Pedro Paulo, tal comportamento deixa Ivan Bonilha sob suspeição. “Ele deve defender o Município e não o ex candidato a prefeito Beto Richa, que supostamente é um dos investigados nas denuncias que vão contra os interesses públicos.”

    O Procurador presidiu uma coletiva de imprensa às 15 horas de terça feira, representando a Coligação “O Trabalho Continua”. Já na quarta feira comparece com o Prefeito no Ministério Público Eleitoral, defendendo os interesses do seu ex cliente, já que Bonilha devidamente licenciado durante a campanha foi o coordenador jurídico da campanha de Beto Richa. “Além de não estar cumprindo suas funções com o Município, o procurador agiu de forma anti-ética, exercendo função incompativel com seu cargo público”, afirma Pedro Paulo. Os vereadores da oposição questionam a que interesses o Procurador está advogando: do município como condiz a sua função ou aos interesses do candidato a prefeito Beto Richa e ao seu partido, PSDB? Além deste questionamento, também querem saber se Ivan Bonilha se licenciou para em horário de expediente defender os interesses da Coligação “O Trabalho Continua”.

    http://ptcuritiba.org.br/noticias/caixa-2-comportamento-do-procurador-ivan-bonilha-esta-sob-suspeicao/

  8. O mais lamentável de todo este episódio é que a OAB/PR continuará a ter os olhos fechados para esta situação que caracteriza uma GRAVISSIMA falta profissional, e arquivará todo e qualquer representação que for apresentada. Lamento não ver entre os inscritos na OAB local e seus conselheiros nenhum profissional com corragem suficiente sequer para dar incício a um processo sério de apuração.

    • (favor CORRIGIR POST enviado as 9h34, conforme texto abaixo)
      O mais lamentável de todo este episódio é que a OAB/PR continuará a ter os olhos fechados para esta situação que caracteriza uma GRAVISSIMA falta profissional, e arquivará toda e qualquer representação que for apresentada. Lamento não ver entre os inscritos na OAB local e seus conselheiros nenhum profissional com coragem suficiente sequer para dar início a um processo sério de apuração.

  9. Hi, sujou! A Gazeta do Povo será censurada, ficará fora do ar mais uns 75 dias.

    Também, quem mandou a “enxerida” enfiar a mão em vespeiro? Essa Gazetinha tem mais é que fechar mesmo, imaginem, mexer em assuntos dos feudos municipal e estadual? Tentar descobrir atos mandrakes?

    O autor do plágio parece fazer parte daquele pessoal que frauda trabalhos de TCC em universidade, ou seja, foi um trabalho juvenil, mas bota “juvenil” nisso.

    Esmael, é melhor você não aprovar o meu comentário, você poderá ficar mais uns 75 dias fora do ar.

    Antigamente, sem a internet, se plagiava mais, mas a qualidade dos plágios era melhor, havia mais engenhosidade na arte. Essa maldita internet, esse maldito google. Censurinha: fecha logo o google, é uma ordem!

    Falando sério agora: se for verdade que o “censurinha” plagiou o trabalho do outro, como ele poderá ser conselheiro? O TCE correrá o risco de ter parecer fruto de plágio? Imaginem, isso seria uma vergonha para o Paraná.

  10. o advogado do CAIXA 2 do BETOGATY é ele ou não?

    e como esta aquele processo?

    mas isto não é normal nos ninhos tucanos?

  11. Desconfiemos SEMPRE dos falsos moralistas, em geral são “corruptos em potencial”.
    Se o sujeito não teve competência para montar uma peça jurídica própria, deveria pelo menos basear-se no mais culto e CITAR A FONTE LITERÁRIA, conforme reza a boa metodologia científica e de direitos autorais.
    Se for verdade, mostra a falta de escrupulos do sujeito.
    Não merece o cargo que ganhou e MUITO MENOS (!) o de Conselheiro do T.C.
    Que Deus nos abençoe e nos livre destes picaretas plagiadores, que têm sempre graves desvios de caráter!

  12. ESTAMOS ACOMPANHANDO… IMAGINEM, CENSURAR A GAZETA!!!